Laura Catarina canta Vander Lee no Festival de Inverno de Itabira nesta sexta-feira (24) no paredão da Tiradentes

Fotos: Divulgação/
Ascom/FCCDA

No sábado (25), na praça do Areão, Thiago SKP lança seu novo álbum AURA antes do show de Djonga

O 52º Festival de Inverno de Itabira chega à reta final com duas noites de grandes atrações musicais. Nesta sexta-feira (24), o tradicional Paredão da Tiradentes recebe às 20h30 Renata Araújo e Banda, que apresentam releituras de clássicos do pop-rock com versatilidade e forte presença de palco.

E às 22h, o público acompanha o espetáculo Laura Catarina canta Vander Lee. Filha do cantor e compositor mineiro Vander Lee, que faleceu precocemente em 2016 aos 50 anos, Laura transforma a obra do pai em um encontro de memória, afeto e música.

No show, ela interpreta sucessos como Esperando Aviões, Românticos e Onde Deus Possa Me Ouvir, mantendo viva a poesia de Vander Lee e apresentando seu repertório a novas gerações.

“A força da obra de Vander Lee ganha novos contornos na voz e na interpretação de Laura Catarina, que conduz o público por um espetáculo marcado por sensibilidade, personalidade e excelência musical”, comenta a superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, Vanessa de Faria, que convida para esse espetáculo, que é, segundo ela, também de valorização da música produzida em Minas Gerais.

Renata Araújo e banda fazem show nesta sexta-feira, às 20h30, no Paredão da Tiradentes
Rap itabirano lança novo álbum antes de Djonga, na praça do Areão
Thiago SKP lança o álbum AURA neste sábado (25), às 20h30, na praça do Areão, antes do show de Djonga (Foto: Divulgação)

No sábado (25), a praça do Areão será tomada pelo rap. Às 20h30, o itabirano Thiago SKP lança seu novo álbum AURA com banda completa, em um show que antecede a apresentação de Djonga, um dos nomes mais aguardados desta edição do festival de inverno itabirano.

O noovo álbum de SKP reúne dez faixas inéditas e participações de artistas da cena nacional, como Dalsin, Clara Lima, Tulinho e MC Anjim, além da parceria de longa data com o coletivo Lado Sujo da Frequência.

O lançamento também traz uma iniciativa que une música e artes visuais: em vez de CD físico, a capa criada pelo artista Valtin, de Santa Maria de Itabira, foi reproduzida em uma edição especial colecionável com QR Code que dá acesso antecipado ao álbum completo.

O primeiro videoclipe, da faixa Puro Néctar, será lançado em 3 de agosto, com os demais divulgados nas semanas seguintes.

Balanço do festival

Até aqui, o 52º Festival de Inverno de Itabira já teve momentos que reforçam sua tradição como uma das mais importantes celebrações culturais de Minas Gerais.

No domingo (19), Mart’nália lotou a praça do Areão repertório vibrante de samba e MPB.

As homenagens à atriz Teuda Bara, atriz consagrada do grupo Galpão, falecida recentemente, também emocionaram o público, com a abertura da ocupação artística dedicada à sua trajetória e o bate-papo Memórias Lisérgicas da Banhista da Afonso Pena.

A exposição Querelas, de Luiz Eugênio “Genin” Guerra, segue em cartaz no Centro Cultural da FCCDA, apresentando aquarelas inéditas sobre memória e identidade da cidade historicamente minerada já quase à exaustão.

Outro destaque foi a apresentação da Orquestra de Câmara da FCCDA, regida pelo maestro Cláudio Lage, na sexta-feira (17), que voltou ao palco do centro cultural com mais um concerto da temporada de 2026 dentro da programação do festival.

Diante do sucesso do último concerto, a orquestra repetiu a proposta, desta vez com novas releituras de clássicos do rock internacional e nacional. O concerto contou com banda de apoio e cantor convidado para dar corpo às versões cantadas.

A ousadia dos arranjos, do maestro Cláudio Lage, uniu a tradição da música de concerto à energia de ícones do rock, em uma performance que evidenciou a versatilidade e a criatividade da orquestra itabirana com seus músicos convidados.

Na terça-feira (21), a Casa de Drummond recebeu a exibição do documentário Doida no Quintal, dirigido por Inês Peixoto, seguido de bate-papo e experimentação cênica que aproximaram espectadores e artistas.

Na quarta-feira (22), o Coral da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade se apresentou na Casa do Brás, reafirmando sua trajetória consolidada na cena cultural itabirana com um repertório que percorreu diferentes estilos musicais.

Oficinas formativas

Além das apresentações, o festival tem oferecido oficinas gratuitas em música, dança, literatura, artes visuais e cultura popular, reforçando o caráter educativo e participativo do evento.

Entre elas, destaca-se a oficina de bateria Música sem Academia, ministrada pelo músico itabirano Ronan Barbazul nos dias 23 e 24 de julho, na Casa do Brás. Autodidata e com mais de 20 anos de experiência, Barbazul aposta na prática e na escuta para aproximar novos públicos da música, propondo um aprendizado acessível e divertido.

Nos dias 22 e 23 de julho, aconteceu também a oficina Instrumento de Mudança, ministrada por Fábio Barbosa (Studio Manga).

A oficina propôs uma imersão na produção musical para crianças, jovens e comunidades, utilizando a cultura hip-hop como linguagem de aproximação, criatividade e expressão artística.

Durante a oficina, os participantes conheceram todas as etapas do processo de criação de uma música, desde a construção da ideia até a gravação e finalização, vivenciando na prática o poder transformador da música como ferramenta de expressão e inclusão.

Além dessas, o festival ofereceu oficinas de dança popular, literatura e artes visuais, que aproximaram diferentes públicos da criação artística e estimularam a experimentação estética.

Também houve oficinas voltadas para a cultura popular, resgatando tradições locais e manifestações folclóricas, reforçando o vínculo entre memória coletiva e contemporaneidade.

 

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