Cemae celebra 30 anos transformando vidas e fortalecendo a inclusão em Itabira

Fotos: Divulgação/
Ascom PMI

Centro Municipal de Apoio Educacional acompanha mais de 550 alunos e consolida política pública de referência na educação inclusiva

A educação inclusiva no município de Itabira tem um marco simbólico com a celebração dos 30 anos do Centro Municipal de Apoio Educacional (Cemae).

Criado em 1996, o espaço se tornou referência na garantia do direito à aprendizagem para crianças e adolescentes público-alvo da Educação Especial, reunindo servidores da educação e da saúde, profissionais, alunos, ex-alunos e familiares.

Uma história feita de muitas mãos
Marco Antônio Lage entrega placa com homenagem a Dalva Labruna, primeira diretora do Cemae

A cerimônia para comemorar as três décadas de sua instituição contou com a presença de nomes que marcaram a trajetória do centro, como a primeira diretora Dalva Labruna, além do prefeito Marco Antônio Lage, da secretária de Educação Rejane Penna, da secretária de Governo Dulce Citi e da atual diretora, Cleusa Reis.

Em seu discurso, Cleusa Reis destacou o caráter coletivo da iniciativa. “O Cemae é construído todos os dias por muitas mãos. Cada profissional, cada escola e cada família faz parte dessa rede de cuidado. São 30 anos garantindo que a inclusão aconteça de verdade, no dia a dia dos nossos alunos. É um trabalho que transforma vidas e nos enche de orgulho”, afirmou.

A secretária de Educação, Rejane Penna, ressaltou o papel estratégico do centro. Segundo ela, a educação inclusiva é um compromisso que se constrói todos os dias, dentro das escolas, com apoio, formação e trabalho em rede.

“O Cemae é essencial nesse processo, porque fortalece nossos professores, orienta as famílias e garante que cada aluno seja acompanhado de forma individualizada. Celebrar esses 30 anos é reconhecer uma política pública que dá certo e que transforma realidades por meio da educação”, salientou.

O prefeito Marco Antônio Lage também reforçou a relevância da iniciativa. É uma política que impacta diretamente centenas de famílias e reafirma o nosso compromisso com uma educação mais justa, que cria oportunidades reais para todos”, disse ele, ao relacionar o Cemae como um exemplo de como a gestão pública pode promover inclusão com planejamento, responsabilidade e continuidade.

Inclusão na sala de aula

Atualmente, cerca de 559 estudantes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e altas habilidades/superdotação são acompanhados pelo centro, todos matriculados na rede municipal. O modelo adotado em Itabira reforça que a inclusão não acontece de forma paralela, mas dentro da escola, no convívio e na aprendizagem compartilhada.

Esse trabalho é sustentado por uma equipe multidisciplinar de 33 profissionais – entre professores especializados, pedagogos, psicólogos, assistente social, fonoaudiólogos e terapeuta ocupacional – que oferecem suporte técnico e pedagógico às escolas e CMEIs, além de orientação às famílias e articulação com a rede de serviços.

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