Velório de Benito Di Paula reúne fãs e admiradores no Theatro Municipal de São Paulo
Foto: Cleones Ribeiro/ Reprodução/Instagram
Cerimônia aberta ao público acontece nesta terça-feira (20), no Salão Nobre do Theatro Municipal; sepultamento será reservado à família
O Theatro Municipal de São Paulo recebe nesta terça-feira (20), o velório do cantor, compositor e pianista Benito Di Paula, um dos artistas mais populares e originais da música brasileira.
A cerimônia será realizada das 9h às 15h, no Salão Nobre, com acesso aberto ao público para que fãs, amigos e admiradores possam prestar suas últimas homenagens ao músico.
O sepultamento está marcado para as 17h, no Cemitério Morumby, em São Paulo, em cerimônia restrita aos familiares.
Benito Di Paula morreu aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, em decorrência de complicações de um câncer de próstata, doença contra a qual lutava havia cerca de um ano.
Trajetória singular na música brasileira
Nascido Uday Velloso em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo (RJ), Benito Di Paula construiu uma das carreiras mais marcantes da música popular brasileira.
Ainda jovem, trabalhou em diversas atividades antes de se dedicar integralmente à música, apresentando-se em boates, bares e casas noturnas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
A projeção nacional veio na década de 1970, quando passou a ocupar lugar de destaque nas rádios e programas de televisão com um repertório que combinava samba, romantismo e influências da música latina.
Dono de uma voz inconfundível e de um estilo próprio ao piano, tornou-se um dos artistas mais populares do país, alcançando milhões de discos vendidos ao longo da carreira.
Entre seus maiores sucessos estão clássicos como Retalhos de Cetim, Charlie Brown, Do Jeito Que a Vida Quer, Mulher Brasileira, Ah! Como Eu Amei e Bela Maria, canções que marcaram gerações e permanecem presentes na memória afetiva do público brasileiro.
Artista que levou o piano para o samba
Benito Di Paula ajudou a ampliar os caminhos do samba ao incorporar o piano como elemento central de suas composições e apresentações.
Em uma época em que o gênero era tradicionalmente associado ao cavaquinho, ao violão e à percussão, o músico desenvolveu uma linguagem própria, marcada por harmonias sofisticadas e forte influência da música romântica e da tradição pianística popular.
O próprio artista costumava definir-se como “sambeiro” e “pianeiro”, termos que sintetizavam sua identidade artística e sua maneira singular de fazer samba.
Essa combinação contribuiu para renovar sonoridades e aproximar novos públicos do gênero, tornando-se uma de suas principais marcas.
Sua obra também dialogou com referências internacionais, especialmente da música latina, incorporando elementos que enriqueceram seu repertório sem afastá-lo das raízes populares brasileiras.
Legado e importância cultural
Mais do que um intérprete de sucessos, Benito Di Paula deixa um legado artístico de grande relevância para a música popular brasileira.
Sua capacidade de unir sofisticação musical e comunicação direta com o grande público transformou-o em um fenômeno cultural nas décadas de 1970 e 1980.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, o compositor construiu uma obra que ajudou a popularizar o samba em diferentes camadas da sociedade, influenciou músicos de diversas gerações e consolidou um estilo próprio dentro da canção brasileira.
A originalidade de sua produção, o protagonismo do piano em seu trabalho e a força de suas composições fazem de Benito Di Paula um dos nomes mais importantes da história da música popular brasileira.
Serviço
Velório de Benito Di Paula
Data: 20 de outubro
Horário: das 9h às 15h
Local: Salão Nobre do Theatro Municipal de São Paulo
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, São Paulo (SP)
Aberto ao público
Sepultamento
Horário: 17h
Local: Cemitério Morumby, São Paulo (SP)
Cerimônia restrita aos familiares










Banda Do Povo
Canção de Benito di Paula ‧ 1977
Visão geral
Letras
Esse moço de olhos claros
De sorriso inteligente
Sabe as coisas do meu povo
Se a gente sofre, ele sente
Esse amigo, camarada
Sabe do meu paradeiro
Eu confesso, de verdade
Sempre fui seu companheiro
Vamos saudar
O nosso poeta mais novo
Botando na raça
A banda na praça do povo
Vamos saudar
O nosso poeta mais novo
Botando na raça
A banda na praça do povo
Esse moço de olhos claros
De sorriso inteligente
Sabe as coisas do meu povo
Se a gente sofre, ele sente
Esse amigo, camarada
Sabe do meu paradeiro
Eu confesso, de verdade
Sempre fui seu companheiro
Vamos saudar
O nosso poeta mais novo
Botando na raça
A banda na praça do povo
Vamos saudar
O nosso poeta mais novo
Botando na raça
A banda na praça do povo
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Vamos saudar
O nosso poeta mais novo (diz)
Botando na raça
A banda na praça do povo
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Vamos saudar
O nosso poeta mais novo
Botando na raça
A banda na praça do povo
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Vamos saudar
Essa música era abertura do programa do Luiz de Menezes (vinheta) na Rádio Itabira AM.