O que os pais precisam saber sobre educação antes de considerar uma escola militarizada
Foto: Divulgação/IA
Ao pensar em um modelo escolar baseado em disciplina e hierarquia, é importante ampliar o olhar e considerar fatores que influenciam diretamente a aprendizagem
O ministro do STF Gilmar Mendes votou pela validade parcial da lei paulista que criou o Programa Escola Cívico-Militar no Estado de São Paulo. Mas como isso afeta, na prática, a vida dos alunos?
A psicopedagoga e doutoranda em Educação pela Universidade Aberta de Portugal, Evelyse Eerola, apresenta elementos do sistema educacional da Finlândia, referência internacional em educação, que ajudam a ampliar essa discussão.
O intuito é mostrar que o ambiente escolar não deve se limitar à manutenção da ordem e da disciplina: ele também é responsável por formar autonomia, criatividade, senso crítico e habilidades socioemocionais.
Conheça o sistema finlandês de educação
Quando o assunto é escola militarizada, temas como organização, disciplina e desempenho costumam ocupar o centro do debate. No entanto, especialistas em educação defendem que o ambiente escolar vai muito além da manutenção da ordem: ele também é responsável por formar autonomia, criatividade, senso crítico e habilidades socioemocionais.
No livro Educação na Finlândia: Segredos que transformam o ensino e encantam o mundo, a psicopedagoga e doutoranda em Educação pela UAb de Portugal, Evelyse Eerola, apresenta elementos do sistema finlandês, referência internacional em educação, que ajudam a ampliar essa discussão. O modelo valoriza o bem-estar, a participação ativa dos alunos, a confiança nos educadores e a construção de relações mais colaborativas dentro da escola.
Abaixo, confira a seleção inspirada na obra de cinco aspectos que merecem atenção dos pais ao escolher o ambiente escolar em que crianças e adolescentes desenvolverão habilidades que carregarão por toda a vida.
– Disciplina é importante, mas vínculo também
O aprendizado não acontece apenas por meio de regras. A relação entre educadores e alunos influencia diretamente o desenvolvimento acadêmico e emocional. Na experiência finlandesa, há incentivo à proximidade, ao diálogo e à construção coletiva do conhecimento, reduzindo barreiras hierárquicas e fortalecendo a confiança.
– Pensamento crítico precisa ser desenvolvido
Uma escola não forma apenas estudantes que seguem orientações: ela também ajuda a formar cidadãos capazes de questionar, interpretar e refletir. A autora coloca o pensamento crítico, a autonomia e a resolução de problemas entre as competências centrais da aprendizagem.
– Educação vai além do desempenho acadêmico
Notas e resultados importam, mas não são os únicos indicadores de sucesso escolar. O modelo finlandês trabalha o desenvolvimento emocional, social, cognitivo e físico de forma integrada, entendendo que o bem-estar também impacta a aprendizagem.
– Participação pode fortalecer a convivência
Em vez de trabalhar somente com normas impostas, a educadora sinaliza a importância de construir regras de convivência junto aos alunos. Essa prática estimula responsabilidade compartilhada, pertencimento e participação ativa no ambiente escolar.
– O protagonismo estudantil também é parte da formação
Os estudantes devem ter espaço para fazer escolhas, participar de projetos e assumir responsabilidades sobre o próprio percurso de aprendizagem. A autonomia é uma ferramenta para desenvolver confiança, cidadania e engajamento.










