O livro da Nina – “Ansiedade, é sim um papo sério”
Fotos: Divulgação/ Álbum de família
Livro, é sim um papo sério. É por meio dos livros que se constrói uma nação, que se forma valores e princípios humanos. A leitura evita ou minora os problemas da vida que é dura, duríssima. Estas são algumas razões que guardo em mim sobre o valor dos livros.
Aqui escrevo toda “enchantée” com a publicação do livro: “Ansiedade, é sim um papo sério”, da escritora mirim Nina, que por mera coincidência é neta de minha irmã Vilma Lage Silveira Assis. E vale registrar outra nota importante das origens da Nina, o seu pai é soneto (sobrinho neto) do médico Colombo Portocarrero de Alvarenga (105 Anos), exemplo de como se deve viver a vida boa. É certo que o dr. Colombo não tropeçou na pedra da ansiedade pelos caminhos…
Em 9 de novembro de 2025 circulou on-line, entre os parentes, a capa do livro da Nina. Foi uma festa entre nós. Editado pela Literíssima Editora-BH, “Ansiedade, é sim um papo sério”, fez-se livro no dia 19 de setembro de 2026, quando Nina e sua família, entre amigos, na Livraria da Rua-BH, comemoram a primeira fornada do primeiro livro da jovem escritora.

O livro objeto ainda não chegou às minhas mãos, e estou “ansiosa”, também sofro desse incômodo. A primeira sensação que um livro desperta em mim é pelo olfato, o cheiro do livro novo cheiro de papel e tinta ou “buquin”, é que anima a minha leitura. E eu sou buquineira, a maior parte de meus livros é fruto de buquinagem.
A família da Nina. A nossa pequena Nina é filha de Anna Cristina Silveira Assis Alvarenga e de Rogério Cardosos de Alvarenga, e irmã de Pedro Assis Alvarenga, um garoto observador, silencioso e amável. Entendemos que o depoimento da mãe de Nina esclarece o percurso do problema e as consequências até a criação do livro. Assim fala, Anna Cristina, a nossa Aninha:
“A Nina sempre foi uma menina que se cobrava muito e isto gerava ansiedade em muitos momentos, como por exemplo: uma viagem, uma visita, uma prova escolar, e até mesmo a sua data do aniversário (inclusive um dos itens que mais provocava a ansiedade nela). Começamos a colar calendários semestrais na geladeira para ficar bem visível os eventos que tínhamos no decorrer dos meses, para ela administrar melhor o problema e, foi dando certo. A ansiedade vinha muito associada a necessidade de sair tudo no controle dela. Decidimos encaminha-la para terapia, aí este sentimento veio como uma avalanche… como ela se conectou profundamente com a psicóloga Marcela Correa Gontijo Silva (é de Itabira, filha de Valéria Corrêa e do médico Wilson Gontijo Pereira), juntas elas conseguiram ressignificar este sentimento. Ao se sentir mais forte, pensou em ajudar outras pessoas, que como ela, não entendiam claramente o sentimento de ansiedade, com isso veio a ideia do livro. Ela havia anotado os sentimentos de ansiedade a partir das sessões da terapia, pensei que ela deveria apresentar os manuscritos à Marcela. Em minhas conversas com a psicóloga eu pensei na edição do livro e ela entendeu como uma boa ideia para ajudar outras pessoas. A publicação do livro fortaleceu a minha filha e nos sentimos confiantes.”
No dia 27.09.2026, um domingo de sol, a Nina concedeu entrevista à Vila de Utopia, ela estava tranquila, já eu, tomada pela “ansiedade”. Mas no final deu certo. Com vocês Nina Assis Alvarenga (Cristina Silveira)

Vila de Utopia – Comecemos pelo começo de tudo. Diga-me o seu nome, data de nascimento e lugar onde você nasceu?
Nina – Meu nome é Nina Assis Alvarenga, eu nasci no dia 17 de novembro de 2014, em Belo Horizonte, no hospital Mater Dei.
|é belo-horizontina de Itabira|
Vila de Utopia – Como nasceu a ideia de escrever o livro: “Ansiedade, é sim um papo sério”?
Nina – A ideia foi de uma necessidade minha de não entender o que eu estava sentindo e também de não ter algo que fosse mais fácil de eu entender. Aí depois que eu entendi melhor, consegui entender o que se passava comigo. Eu escrevi, em meu quarto, o que eu sentia. E a minha psicóloga e a minha mãe acharam que era uma ideia boa publicar o que eu escrevi, e que também ajudaria outras crianças que não estão entendendo a ansiedade.

Vila de Utopia – Como você se sente com essa experiencia literária?
Nina – Eu me sinto muito bem com essa primeira experiencia literária, porque eu acho muito legal, eu sempre gostei muito de ler. Foi muito legal ver muitas pessoas gostarem do trabalho que eu fiz, de conseguirem ler e entenderem tudo. Eu acho super legal as pessoas gostarem do meu livro.

Vila de Utopia – Como você se sentiu no dia do lançamento, entre centenas de pessoas que prestigiaram você, onde você era o centro das atenções?
Nina – Eu gostei muito de poder ver todo mundo prestigiar o livro e dizer que ajudou muito a outras pessoas. A minha psicóloga disse que várias crianças leram e adoraram. O pessoal está gostando, enfim prestigiando (rindo). Eu achei muito legal ser o centro das atenções, eu sempre gostei de ser a principal. Eu achei muito bom que as pessoas gostaram, porque eu nunca imaginei tudo isso.
Vila de Utopia – Você vai participar do Flitabira?
Nina – Sim. A minha expectativa pro Fli tá muito alta. Porque eu achei que ia só fazer o lançamento aqui em BH. Mas saber que eu vou participar de um festival literário tão famoso lá em Itabira, me deixa muito feliz e muito animada de poder participar desta feira de leitura.
Vila de Utopia – Você já tem ideia, pensa em escrever outro livro?
Nina – Eu tenho algumas ideias que eu já anotei: sobre a minha Mel (cachorra), outra que fala sobre o abraço. Mas eu não sei ainda. Acho que primeiro eu vou focar um pouco mais no “Ansiedade, é sim um papo sério”, e se as pessoas gostarem muito e se tiver uma boa avaliação acho que eu vou prosseguir com outros livros. Muito obrigada pelo convite e adorei muito fazer esta entrevista. Um beijo.











Cris!
A entrevista mostra bem a Ninoca, com seu jeito meigo e ao mesmo tempo atenta as pessoas.