Itabira está incluída no projeto da Cemig de substituição de postes e fiações elétricas por redes subterrâneas nas cidades históricas
Segundo informou o diretor de Comunicação e Sustentabilidade da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o jornalista Marco Antônio Lage, Itabira foi incluída no projeto Cidades Históricas da estatal mineira, que visa substituir postes e fiações por redes subterrâneas – um investimento previsto de R$ 30 milhões para os próximos três anos.

“Itabira não estava incluída no projeto, mas fizemos gestões junto ao IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Arquitetônico) e conseguimos a sua inclusão”, contou o diretor da Cemig.
Marco Antônio esteve em Itabira, nesta segunda-feira (16), para participar do lançamento do Programa de Eficiência Energética, da Cemig, que investiu cerca de R$ 600 mil na substituição de aparelhos de esterilização (autoclaves) e lâmpadas do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD).
A expectativa, segundo ele, é fazer a troca da rede elétrica do centro histórico já no próximo ano. “Vamos fazer essa substituição da rua Água Santa até a igrejinha do Rosário”, anunciou o diretor em entrevista coletiva após a solenidade no hospital.
Antecedentes
Não é a primeira vez que a substituição da rede elétrica no centro histórico é anunciada. No ano passado, o secretário de Obras, Ronaldo Lott, em entrevista a este site, disse que a mudança ocorreria por meio de uma parceria público-privada (PPP), que faria também a substituição da iluminação convencional da iluminação pública por lâmpadas LEDs, (Light Emiting Diode), que são econômicas e mais duráveis. Leia aqui.
Entretanto, embora essa PPP irá mesmo ocorrer, segundo o secretário, já não inclui a substituição da iluminação do centro histórico por rede subterrânea, uma promessa que se arrasta desde a reforma do centro histórico no governo de Li Guerra (1993/96). Com a PPP serão substituídas 14,2 mil lâmpadas em toda a cidade por LEDs, com ordem de serviço assinada desde 1º de novembro. Leia mais aqui.
Espera-se que agora, com o projeto da Cemig, esse antigo desejo de muitos itabiranos vire realidade. “Será uma forma de valorizar o patrimônio histórico e arquitetônico de nossa cidade, incrementando o turismo”, é o que acredita Marco Antônio Lage, que é itabirano.
Eficiência energética

Com investimento de R$ 600 mil, a Cemig irá substituir os aparelhos de esterilização, lâmpadas e secadoras de roupas do HNSD. A expectativa é reduzir em cerca de 30% o consumo de energia no hospital.
Além da redução do consumo energético, o investimento contribui também para reduzir o risco de infecção hospitalar. É que a substituição inclui a troca de duas autoclaves (aparelhos de esterilização de materiais hospitalares). Além disso, serão trocadas cerca de mil lâmpadas convencionais por LEDs. “A economia gerada poderá ser aplicada em outras melhorias no hospital, com benefícios para a população de Itabira e da região”, festejou o provedor Vaquimar Vaz.
Investimento semelhante está previsto também para o Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC). “O programa irá contemplar 100% dos hospitais públicos e filantrópicos mineiros nos próximos três anos e o Carlos Chagas está incluído”, assegurou o diretor da Cemig.
Segundo ele, o HNSD é um dos primeiros entre os 89 hospitais públicos e filantrópicos que já receberam o investimento. Com o mesmo projeto de eficiência energética também serão beneficiadas as escolas municipais e estaduais de todo o estado de Minas Gerais até 2023, além de creches, asilos e Apaes.
Atendimento

O HNSD atende a população de Itabira e de mais 28 municípios da região, com uma população de cerca de 500 mil habitantes. Conta com 1,8 mil empregados e dispõe de 165 leitos, com plano de ampliar para 200.
O prefeito Ronaldo Magalhães (PTB), na mesma solenidade, anunciou a doação de um terreno anexo ao hospital para ampliar o serviço de hemodiálise. “A expansão já foi autorizada pelo Ministério da Saúde e estamos em busca de recursos para viabilizar a ampliação desse serviço, que é de alta complexidade.”
De acordo com Magalhães, a Prefeitura repassa mensalmente em torno de R$ 7 milhões para o custeio dos serviços prestados pelos hospitais Carlos Chagas e Nossa Senhora das Dores. Parte desses recursos são provenientes do SUS e também da Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), os royalties do minério.
“A ampliação dos serviços de alta complexidade, que são mais bem remunerados pelo SUS, é uma forma dos hospitais alcançarem a sustentabilidade e assim dependerem menos dos repasses de recursos municipais”, afirmou o prefeito.
O vereador Heraldo Noronha (PTB) disse que a Câmara Municipal também tem contribuído com esse objetivo. “Temos dado todo apoio ao hospital, inclusive por meio de emendas parlamentares que os vereadores têm conseguido com deputados votados na cidade.”
Por meio dessas emendas, nos últimos anos foram repassados cerca de R$ 7 milhões para a expansão e melhoria do HNSD.
Aleluia!
E aquando do lançamento do PAC do Turismo pela Dona Dilma, tive de fazer um esforço quase descomunal para que a Prefeitura M de Itabira aprontasse o levantamento a tempo de inscrever a cidade para usufruir deste PAC criado para as cidades históricas.
Porém, como todo dinheiro que sobra ou é destinado à Minas Gerais vai para a capital Belo Horizonte (que anda feio pra caramba), então a verba que seria destina para Itabira colocar a fiação subterrânea foi destinada para o rejuvenescimento da jovem Pampulha, que nada tem de histórico.
Adiantou de nada, R$15 milhões jogado no fundo da lagoa fedorenta quase morta da Pampulha, uma pena…