Itabira dá início à onda vermelha neste sábado na praça Acrísio

Passeata no primeiro turno deu início à mobilização que deve ampliar agora na reta final

Foto: Eduardo Cruz

Primeiro ato pró Lula no segundo turno vai reunir apoiadores locais e abre caminho para mobilizações maiores com lideranças políticas e sindicais na reta final da campanha

Itabira inicia, neste sábado (10), a partir das 17h, na praça Acrísio de Alvarenga (praça Redonda, centro), sua participação na onda vermelha que se espalha pelo país na reta final do segundo turno.

O ato pró‑Lula, convocado pelo diretório municipal do PT e por apoiadores da reeleição de Lula, marca o começo de uma série de mobilizações previstas para os próximos dias.

A atividade de hoje, de caráter cultural e comunitário, mobiliza trabalhadores assalariados, profissionais de aplicativos, estudantes, aposentados e moradores que veem risco no avanço da extrema direita e na possibilidade de retrocessos sociais e democráticos.

O encontro ocorre em meio ao feriado prolongado iniciado na sexta-feira, aniversário da cidade, e que se estende até segunda-feira, Dia de Nossa Senhora Aparecida.

Mesmo assim, organizadores avaliam que o clima nacional de mobilização deve impulsionar a participação, especialmente de estudantes e jovens trabalhadores assalariados que aguardam o fim da escala 6×1, além de trabalhadores que defendem a criação de um aplicativo público nacional, autônomo, para reduzir a dependência das grandes plataformas privadas que concentram o mercado e fragilizam a categoria.

Divulgação
Onda vermelha

A onda vermelha começou no Rio de Janeiro, com forte presença estudantil em universidades como UFF, UFRJ e PUC‑Rio, além de atos espontâneos em Niterói e na zona sul da capital.

A partir dessas megas mobilizações, o movimento se espalhou rapidamente para outras capitais como Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba – e também para cidades médias, impulsionado por coletivos estudantis, grupos culturais e trabalhadores jovens que passaram a organizar pequenas concentrações, caminhadas e manifestações simbólicas.

O que começou como uma mobilização universitária ganhou corpo ao envolver outros segmentos sociais preocupados com a preservação de direitos, com a estabilidade democrática e com o risco de retrocessos caso a extrema direita avance.

Com o mesmo entusiasmo, em várias cidades também menores, trabalhadores assalariados, profissionais de aplicativos, professores, servidores públicos, aposentados e movimentos culturais passaram a aderir aos atos, ampliando o alcance da mobilização e reforçando o caráter plural da onda vermelha também nas redes sociais.

Lideranças entram na mobilização a partir da próxima semana
Populares e sindicalistas, liderados por André Viana, em ato público, no primeiro turno: pelo fim da escala 6×1 e pelo avanço das conquistas da classe trabalhadora (Foto: Divulgação)

Embora o ato deste sábado não conte com a presença de importantes lideranças políticas e sindicais da cidade, elas já se movimentam para organizar mobilizações maiores na reta final da campanha.

O sindicalista André Viana Madeira, presidente do Sindicato Metabase de Itabira, disse que não poderá participar hoje por estar em viagem previamente agendada com a família, mas garantiu que retorna à cidade no dia 12 – e que, já no dia 13, inicia reuniões para organizar atos em Itabira e em toda a região.

“Eu estou nesta luta pela reeleição de Lula desde o início, montamos inclusive um comitê de apoio. Vamos entrar firme nesta mobilização. Dia 13 eu tenho reunião no sindicato e marquei outra com a CUT no Vale do Aço para reforçar a mobilização na região, com ações presenciais e também nas redes sociais”, afirmou.

O prefeito Marco Antônio Lage (PSB) contou à reportagem que já está articulando a mobilização regional, tanto em Itabira quanto em cidades próximas.

“Fiz reunião ontem em Monlevade com grupos jovens e alguns prefeitos do Médio Piracicaba. Nós vamos botar a cara e ajudar na organização das manifestações nas redes sociais, mas sem deixar de ocupar as ruas. Vou procurar o André Viana para juntos contribuir para ampliar esse esforço de mobilização na reta final de campanha”, adiantou.

De centro‑esquerda, Marco Antônio Lage adiantou ainda que pretende ampliar o diálogo com setores de centro e da direita não bolsonarista em Itabira e na região. Ele avalia que a defesa da democracia é capaz de unir diferentes campos políticos neste momento decisivo.

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Ato cultural dá início às mobilizações na cidade

O ato deste sábado terá caráter político e também festivo, com participação de artistas locais e blocos carnavalescos. A convocação circula nas redes com tom bem‑humorado e crítico:

“Sem arminha, sem chicote na mão e sem comparar resultado eleitoral do miliciano com a ascensão do nazismo! É assim que a juventude e os artistas da terra de Drummond fazem política: com sorriso no rosto, alegria e certeza de que dia 25/10 Itabira estará vermelhinha, vermelhinha! Sem limite de idade ou de identidade, chega junto! Vale trazer bandeira, seu doguinho, sua vó e seus meninos. Não pode é ficar de fora.”

Com esse primeiro ato, Itabira se insere na mobilização nacional que cresce na reta final da campanha.

A expectativa é que, a partir da próxima semana, lideranças políticas e sindicais da cidade e da região intensifiquem esforços para conquistar indecisos e ampliar a participação popular nos atos finais desta campanha pró‑reeleição de Lula antes da votação no domingo (25).

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