El Caballero Sentimental – há 100, anos –
Escultura em aço, de Jayme Guerra, de Itabira
Foto: Reprodução
|Esta curiosa expressão assina um conhecido poema de Drummond, “Família” (Diário de Minas, BH, 4-12-1926); P. Todos, Rio, 21-5-1927; O Diário, BH, 16-2-1950; O Estado, Fortaleza, 16-4-1944. Incluído em: Alguma poesia, Pindorama, BH, 1930, p.105-106; Poesias, J. Olympio, Rio, 1942, p.58; Poesia até agora, J. Olympio, Rio, 1948, p.30; Fazendeiro do ar & Poesia até agora, J. Olympio, Rio, 1955, p.53, e ed. seg.; Poemas, J. Olympio, Rio, 1959, p.25; Obra Completa, Aguilar, Rio, 1964, 69 e ed. seg. (1967); Reunião, J. Olympio, Rio, 1969, p.20, e eds. segs.; Poesia completa e prosa, Aguilar, Rio, 1973, p.69 e eds. segs.; Nova Reunião, J. Olympio/INL/Pró-Memória, Rio, 1983, vol. I, p.25; Obra Poética, Mem Martins (Portugal), Publicações Europa-América, 1989, vol. I, p.83; Antônio Cândido e José Aderaldo Castelo, Presença da literatura brasileira, vol. III – Modernismo, SP. Difusão Europeia do Livro, 1964, p.158; Vers.: Leônidas Sobrinho Porto, Pilar Vásquez Cuesta, Vicente Sobrino Porto, Bandeira – Drummond – Schmidt. Tres poetas del Brasil. Madrid, 1950, p.46-47 (vers. Em espanhola); Kultura/Magyar Irodalmí és Müvézeti Folyóirat [Cultura/Revista Húngar de Literatura e Arte], SP, outubro de 1952, ano II, n. 10 (vers. húngara de Paulo Rónai sob o título de CSALÁD); Fyzika Stracbu, Praha, Odeon, 1967, p.11 (vers. Tcheca de Vladimír Mikes sob o título de RODINA); Revista de Cultura Brasileña, Madrid, tomo VII, n. 27, diciembre 1968, p.386-387 (vers. Espanhola de Angel Crespo). Na transcrição P. Todos… o poema é dedicado a João Alphonsus, dedicatória que não está reproduzida em volume. Na Revista de Cultura Brasileña faz parte de um conjunto de poemas Drummondiana traduzidos por Angel Crespo, sob o título geral de “Alguns poemas de Carlos Drummond de Andrade”. Fernando Py |
Família
Três meninos e duas meninas,
sendo uma ainda de colo.
A cozinheira preta, a copeira mulata.
O papagaio, o gato, o cachorro,
As galinhas gordas no palmo de horta
e a mulher trata de tudo.
A espreguiçadeira, a cama, a gangorra,
O cigarro, o trabalho, a reza,
A goiabada na sobremesa de domingo.
O palito nos dentes contentes,
o gramofone rouco toda noite…
e a mulher que trata de tudo.
O agiota, o leiteiro, o turco,
o médico uma vez por mês,
o bilhete todas as semanas
branco! Mas a esperança sempre verde.
A mulher que trata de tudo
E a felicidade
[Fonte: Diário de Minas, BH, 4-12-1926 – Pesquisa: Cristina Silveira]










senhor diretor,
estou perguntando para algumas mulheres de luta e portanto feministas, se se pode considerar este poema Família, de Carlos, o Drummond de Andrade, um poema feminista.
pelo fato de o poeta repetir o verso forte: “A mulher que trata de tudo” três vezes, sendo a primeira assim: “e a mulher trata de tudo”…
hein, hein
senhora pesquisadora,
(considerada a maior pesquisadora da Biblioteca Nacional),
hein, hein, Cristina Silveira