Chuvas elevam risco de arboviroses em Itabira

Foto: Ascom/PMI

Índice médio do último LIRAa exige atenção redobrada da população para evitar nova epidemia neste período chuvoso

Com a chegada do período chuvoso, aumenta o alerta para o avanço das arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, que tendem a se intensificar com o acúmulo de água e a expansão dos criadouros do Aedes aegypti.

O 4º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro, revelou que Itabira atingiu índice de Infestação Predial (IIP) de 1,0%.

O índice representa risco médio, mas já indicava viés de crescimento, podendo evoluir para surtos de dengue, zika e chikungunya.

O índice anterior, registrado em agosto, era de 0,7%.

Risco real para a saúde pública

Embora os números não indiquem, por ora, uma situação alarmante, o histórico recente mostra que o risco é real. Está nos quintais, nos lotes vagos, em todos os locais com água parada e entulhos.

Em janeiro do ano passado, Itabira registrou índice de 7,2%, considerado alto risco, o que colocou a cidade em estado crítico.

Naquele período, os casos de dengue se multiplicaram e a rede de saúde precisou se mobilizar para atender a população.

Esse mesmo cenário pode se repetir caso os cuidados preventivos não sejam adotados de forma rigorosa.

Doenças graves

As arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti não são doenças leves. A dengue, por exemplo, pode evoluir para formas graves, com risco de hemorragia e óbito.

A chikungunya provoca dores intensas nas articulações, que podem se prolongar por meses, comprometendo a qualidade de vida.

Já a zika, além dos sintomas imediatos, traz riscos sérios para gestantes, podendo causar microcefalia em bebês.

Portanto, são enfermidades que impactam diretamente a saúde individual e coletiva, sobrecarregam o sistema público e exigem atenção constante.

O papel de cada cidadão e da administração municipal

O combate ao mosquito não depende apenas das autoridades de saúde. A participação da população é decisiva para evitar que os índices voltem a disparar.

Pequenos descuidos, como deixar água acumulada em vasos de plantas, pneus, garrafas ou caixas d’água destampadas, podem se transformar em criadouros e ampliar o risco de epidemia.

Cada morador tem responsabilidade direta nesse enfrentamento. A vistoria semanal dos quintais, a limpeza de calhas, o descarte correto de recipientes e o cuidado com reservatórios de água são medidas simples, mas que fazem toda a diferença.

Permitir a entrada dos agentes de endemias durante as visitas também é fundamental para que o trabalho de inspeção e orientação seja eficaz.

Lixo e entulhos

A eficácia na limpeza e na coleta urbana de resíduos, realizada pela Itaurb e suas contratadas, é igualmente decisiva no enfrentamento ao Aedes aegypti.

Para isso, é necessário ampliar a eficiência do serviço, evitando que o lixo se acumule pela cidade. É preciso também desenvolver ações educativas, para que a população seja devidamente orientada sobre os dias corretos da coleta seletiva.

A separação adequada entre recicláveis e não recicláveis contribui não apenas para reduzir o volume de material destinado ao aterro sanitário, mas também para manter os espaços urbanos mais limpos e seguros.

Ações coletivas

Além disso, por certo será indispensável promover mutirões de limpeza nos bairros mais afetados, retirando todo tipo de objeto ou entulho que possa acumular água e se transformar em criadouro do mosquito.

Essas ações coletivas, somadas ao cuidado individual de cada morador, representam um passo essencial para evitar que a cidade volte a enfrentar uma epidemia como a registrada em janeiro do ano passado.

É assim que, com as chuvas mais intensas, todo cuidado é pouco diante de um ambiente favorável à multiplicação do mosquito.

Se não houver mobilização coletiva, o próximo levantamento, pode revelar uma situação mais preocupante, com aumento expressivo de casos, pressionando os serviços de atendimento à saúde da população.

A prevenção é, portanto, a única saída para evitar que Itabira reviva o cenário crítico de janeiro passado.

O risco é real e para impedir que essa história se repita, isso depende da ação de cada cidadão, passando pelo compromisso diário de eliminar os focos do Aedes aegypti.

Somente assim é possível impedir que o mosquito volte a transformar Itabira em palco de uma nova epidemia.

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