Artistas impulsionam a campanha “Bora, Lula” e levam apoio dos palcos às redes

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Mobilização reúne nomes centrais da música, do cinema e da televisão, ampliando a presença da cultura na disputa eleitoral de 2026

A campanha pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva ganha novo vigor com a entrada coordenada de artistas em uma mobilização que atravessa redes sociais, palcos e ruas.O coletivo 342 Artes, liderado pela produtora Paula Lavigne, lançou um vídeo em que dezessete artistas repetem a frase “bora, Lula”, transformando um antigo slogan de oposição em um chamado de apoio.

A gravação, publicada na quinta-feira (17), rapidamente se espalhou pelo país e se tornou uma das peças mais comentadas da campanha cultural pró-Lula .

A expressão “bora, Lula” nasceu de um vídeo viral gravado em São José dos Campos, no qual um influenciador faz um trocadilho com apoiadores de Flávio Bolsonaro.

Daí que o coletivo incorporou a frase e a converteu em peça de comunicação política, reforçando a presença da cultura no debate eleitoral .

A força simbólica de Caetano e Gil

A presença de Caetano Veloso e Gilberto Gil no vídeo reforça o peso simbólico da iniciativa. Ambos aparecem repetindo o mote “bora, Lula”, ao lado de nomes como Xamã, Paulinho da Viola, Sophie Charlotte, Malu Mader, Zélia Duncan, Duda Beat, Tony Bellotto, Maria Flor, Betty Gofman, Fernanda Abreu, Paula Burlamaqui, Enrique Diaz e outros artistas que integram diferentes gerações da cultura brasileira .

Caetano já havia declarado seu apoio antes mesmo da divulgação do vídeo. No domingo (13), durante um show gratuito no Taguaparque, em Taguatinga, o cantor fez o gesto de “L” com a mão, vestindo uma camisa vermelha, e repetiu a frase que agora se tornou o centro da campanha audiovisual. O público respondeu em coro, transformando o momento em uma cena de forte impacto político e cultural .

Maria Bethânia leva o apoio ao palco

Se Caetano reforçou o gesto em Brasília, sua irmã, Maria Bethânia, fez o mesmo em São Paulo. No sábado (12), durante apresentação no Memorial da América Latina, a cantora levantou a mão, fez o “L” e declarou em voz alta: “Eu voto Lula presidente”.

A plateia respondeu com aplausos, e o vídeo da manifestação rapidamente se espalhou pelas redes sociais, ampliando ainda mais o alcance da mobilização cultural .

Bethânia já havia feito o gesto em 2022, mas desta vez sua declaração foi direta, explícita e inserida no contexto da campanha de 2026. O apoio da artista, uma das vozes mais emblemáticas da música brasileira, reforça a dimensão simbólica da participação dos artistas na disputa eleitoral.

Adesão de novos nomes e a presença nas ruas

A mobilização não se limita aos palcos e às redes. No domingo (13), Betty Gofman, Cláudia Abreu, Malu Mader e Tony Bellotto participaram de uma caminhada na orla de Copacabana, declarando apoio à democracia e à candidatura de Lula. Em vídeo, resumiram o ato com a frase: “Estamos na caminhada da democracia. Lula!” .

Além disso, Chico Buarque divulgou um vídeo pedindo votos para candidaturas do MST, relacionando sua posição à defesa da democracia. Paloma Duarte também voltou a se manifestar publicamente, reforçando a presença constante de artistas na campanha .

Oolítica cultural e mobilização

Entre os artistas que gravaram o vídeo, Malu Mader ganhou destaque ao publicar uma declaração própria. Ela relacionou seu voto às políticas culturais do atual governo e afirmou que o cinema brasileiro “renasceu”, voltando a produzir e gerar empregos após anos de paralisação.

A atriz relembrou o período em que, segundo ela, artistas eram tratados como inimigos, com projetos parados e falta de incentivo. Sua fala repercutiu amplamente e recebeu apoio de colegas de diferentes áreas da cultura .

A defesa da cultura como política pública aparece como um dos principais argumentos dos artistas que se manifestam. A retomada do audiovisual, o fortalecimento de editais e a reativação de instituições culturais são citados como elementos centrais para o posicionamento da classe artística.

Da história à atualidade: a tradição do apoio cultural

A relação entre Lula e artistas não é nova. Desde 1989, nomes da música, do cinema e da televisão participam de campanhas do presidente, incluindo a histórica gravação do jingle “Lula lá”.

Em 2026, essa tradição se renova com novas linguagens, novos formatos e uma presença mais intensa nas redes sociais, que ampliam o alcance das manifestações e conectam diferentes gerações de eleitores .

A campanha “Bora, Lula” é parte de uma mobilização cultural mais ampla que se espalha pelos palcos, pelas redes e pelas ruas.

A participação de artistas como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Malu Mader e tantos outros reforça a importância da cultura como força social e política no Brasil.

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