Patrus Ananias passa por Monlevade e chega a Itabira nesta quinta, recolocando a urgente duplicação da MG‑129/434 no centro do debate regional

Foto: Reprodução/

Rede Social

Vinda do candidato a governador reacende a discussão sobre a infraestrutura viária e logística de Itabira e do Nordeste de Minas, região dependente de rodovia em pista simples, em precário estado de conservação, e de uma ferrovia que transporta apenas minério

O candidato ao governo de Minas, Patrus Ananias (PT), cumpre agenda nesta quinta-feira (1º), passando primeiro por João Monlevade antes de seguir para Itabira, onde a concentração está marcada para às 16h na praça Acrísio de Alvarenga, onde será recebido por populares, apoiadores e pelo prefeito Marco Antônio Lage (PSB), que deve declarar apoio à sua candidatura.

A candidatura de Patrus reforça a trajetória de um dos nomes mais conhecidos da política social brasileira. Ex-ministro do Desenvolvimento Social, ele foi responsável pela implantação e consolidação do Bolsa Família e pela estruturação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), marcos que transformaram políticas públicas no país.

Como prefeito de Belo Horizonte (1993–1996), implantou o Orçamento Participativo, criou o Restaurante Popular e desenvolveu políticas urbanas reconhecidas internacionalmente.

Também foi ministro do Desenvolvimento Agrário e deputado federal por Minas Gerais em diferentes mandatos, sempre com atuação voltada ao combate à fome, ao desenvolvimento regional e à participação popular.

Expectativa de que a duplicação volte ao centro da agenda estadual

Com esse histórico, e com chance real de seguir para o segundo turno e vencer a eleição para governador, Patrus chega à região acompanhado de uma comitiva de políticos e candidatos que o apoiam.

A expectativa é de que o sua vinda em campanha mobilize a cidade e reacenda o debate sobre investimentos estruturais na região, especialmente a duplicação da rodovia, considerada essencial para o futuro econômico de Itabira e de todo o corredor que liga o município ao Nordeste de Minas.

A presença do petista em Itabira será, portanto, uma oportunidade para recolocar na pauta regional a duplicação das rodovias MG‑129/434, que ligam a cidade ao trevo da BR‑381/262. O trajeto, em pista simples, concentra tráfego pesado, gargalos históricos e limitações que afetam diretamente a competitividade regional.

No trecho, caminhões, ônibus e veículos leves disputam espaço em uma via estreita, com curvas acentuadas, trechos de baixa visibilidade e pontos críticos que acumulam acidentes.

Daí que a duplicação é considerada estratégica para romper o isolamento logístico de Itabira e criar condições estruturais para a implementação de projetos do programa estratégico Itabira Sustentável, iniciativa que busca diversificar a economia local e reduzir a dependência da mineração.

Um corredor essencial para o Nordeste de Minas

A urgência da obra não se limita a Itabira. A MG‑129 é o início de um corredor que segue por Santa Maria de Itabira, Ferros, Dom Joaquim, Peçanha, Guanhães, São João Evangelista, Santa Maria do Suaçuí e Capelinha, no Nordeste de Minas — importante região mineira da qual Itabira é considerada o principal portal de acesso.

A precariedade do trecho inicial, entre Itabira e o trevo da BR‑381/262, compromete toda a cadeia logística regional.

A Vale também depende diretamente da melhoria desse trecho da rodovia estadual. É que a duplicação facilitaria o acesso ao complexo minerador de Itabira, reduziria riscos operacionais, aumentaria a segurança viária e ampliaria a capacidade de escoamento de mercadorias produzidas na região.

Hoje, a ferrovia que chega à cidade transporta exclusivamente minério de ferro, e passageiros, mas sem transporte de cargas gerais, o que reforça a dependência das rodovias e a necessidade de investimentos estruturais.

Divergências políticas impediram avanços no atual governo

Para o trecho, já existe projeto conceitual. A obra de duplicação deste trecho da rodovia estadual pode envolver parcerias público‑privadas entre as prefeituras de Itabira e São Gonçalo do Rio Abaixo, o governo estadual e aporte financeiro da Vale.

No entanto, sem aval político e recursos do governo de Minas, a duplicação não avança, a exemplo do que ocorreu no atual mandato de Romeu Zema (Novo), que não contou com o apoio de Marco Antônio Lage nas eleições anteriores. Essa falta de alinhamento político é apontada como um dos fatores que contribuíram para a ausência de interesse do Estado na obra até aqui.

Com Marco Antônio ainda tendo dois anos de mandato, e agora apoiando Patrus, a avaliação é de que uma eventual vitória do petista pode destravar a negociação e recolocar a duplicação na agenda estadual.

Esse alinhamento político entre prefeitura e governo de Minas é considerado condição indispensável para que o projeto saia do papel. É assim a vinda de Patrus a Itabira nesta quinta é vista como oportunidade para recolocar o tema no centro da agenda regional.

Comitiva 

A agenda de Patrus em Itabira deve reunir  também as candidatas ao Senado Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem, e Áurea Carolina (PSOL), que  tem como candidata à primeira suplente a primeira-dama de Itabira, a estilista e ativista social Raquell Guimarães (Rede).

Também são esperadas lideranças e candidaturas ao parlamento mineiro e federal, como Bella Gonçalves (PT), Reginaldo Lopes (PT) e Núbia Citty (PSB), esta última com domicílio eleitoral em Itabira e também apoiada pelo prefeito Marco Antônio Lage.

Posts Similares

1 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *