No ano em que completaria 83 anos, biografia de Janis Joplin é relançada no Brasil
Fotos: Divulgação
Elogiadíssimo pela irmã da cantora, livro relembra a carreira meteórica de Janis, símbolo de independência feminina e importância vital para as mulheres no rock e no pop

O peso na letra unida à rouquidão e a emoção na voz de Janis Joplin dão o tom da carreira da maior e mais influente cantora de rock da história. Mas, por trás da figura mítica da artista, há uma vida carregada de transgressões, quebras de paradigmas, frustrações amorosas e dissabores familiares.
É o que conta Holly George-Warren, jornalista e uma das mais respeitadas cronistas da história da música norte-americana em Janis Joplin: Sua Vida, Sua Música, biografia lançada originalmente no Brasil pela Editora Cultrix em 2020, mas que será relançada para nos fazer rememorar sua trajetória, momento no qual se comemora o que seriam seus 83 anos de vida em 19 de janeiro.
Para relatar a vida da cantora, Holly George-Warren, que também é especialista em biografias de rock, recorreu a familiares, amigos, colegas de banda, pesquisou arquivos, diários, cartas e entrevistas há muito perdidas. Ela fez, sobretudo, um perfil minucioso detalhando os passos de Janis até a overdose acidental de heroína, que lhe ceifou a vida em 4 de outubro de 1970.
Por meio de um estilo radiante e intimista, o livro consolida a figura de Janis como vanguardista musical. Uma mulher rebelde, dona de grande astúcia e personalidade complexa, que rompeu regras e desafiou todas as convenções de gênero em sua época, abrindo caminho para as mulheres poderem extravasar suas dores e revolta no cenário artístico sem serem tão oprimidas pelo universo machista existente no meio musical.
Em seu lançamento original a obra também foi celebrada pela grande mídia nos estados Unidos – The New York Times e The Washington Post, entre outros – como “a biografia que revela, de forma definitiva, a ‘verdadeira Janis Joplin’, além de ser elogiado no site oficial da cantora (janisjoplin.com).
Janis se notabilizou com o rock, mas transitava com facilidade por outros ritmos, como blues, o soul e o folk-rock. Sua carreira solo teve poucos anos de existência, mas foi capaz de notabilizar canções como “Mercedes Benz”, “Get It While You Can” e “Me and Bobby McGee”, entre tantas outras. Entretanto, sua erudição, empenho e talento combinados não transformaram a cantora no símbolo que representa. “Por sua influência e por seu próprio trabalho perene, Janis Joplin permanece no coração de nossa música e de nossa cultura”, afirma a autora.

Responsável por dar fim à tônica de opressão e machismo que pairavam no mundo àquela época, Janis Joplin expunha sem medo suas convicções sobre temas como sexualidade e a psicodelia. Por essa vertente também tem entre suas fãs, a compositora e ativista Rosanne Cash e outras emblemáticas cantoras como Brandi Carlile, Margo Price e Courtney Marie Andrews.
Além disso, diversas artistas vivenciaram a luta de Janis contra o sexismo do mundo do rock, entre elas, Patti Smith, Debbie Harry (Blondie), Cyndi Lauper, Chrissie Hynde (The Pretenders), Kate Pierson (B-52’s) e Ann e Nancy Wilson (Heart), que foram diretamente influenciadas por sua música, atitude e coragem.
“Antes da passagem um tanto breve de Janis Joplin pelo sucesso, teria sido difícil para essas artistas encontrarem um modelo feminino comparável à beatnik de Port Arthur, Texas. A mistura de musicalidade confiante, sexualidade impetuosa e exuberância natural, que produziu a primeira mulher estrela do rock dos Estados Unidos, mudou tudo”, conta Holly, na introdução da obra.
A forma como Janis transmitia emoção, em um canto que ia da melancolia à rebeldia, era e sempre será único. Sua voz rouca, que todos conhecem, revela uma alma que sofria e buscava refúgio na heroína. Outro fator que marcou sua vida, também retratado no livro, foi a busca incessante pelo amor. Ela que nunca foi capaz de ter um relacionamento sólido e duradouro, e dessa forma buscou uma maneira de aliar a sua carreira com o sonho de constituir uma família, levando-a ao seu triste fim: sua morte precoce, aos 27 anos, por overdose acidental de heroína.
Trecho do livro
“Quando Janis subiu ao palco de Monterey, em junho de 1967, pouca gente fora de San Francisco sabia seu nome. “Qual é a dessa garota?”, perguntou-se Lou Adler, um dos produtores do festival. “De onde ela saiu, com esse visual e liderando uma banda só de homens?” […] A impressionante performance de Janis naquele dia iria mudar sua vida – e o futuro da música popular. Quando a apresentação de cinco músicas chegou ao fim, com sua dramática reinvenção de “Ball and Chain”, da cantora de R&B1/blues Willie Mae Thornton, milhares de fãs alucinados – e centenas de jornalistas atordoados – sabiam seu nome e espalharam entusiasmados a novidade. O estilo vocal carregado de emoção foi incorporado por outros cantores que surgiam; entre eles, Robert Plant, do Led Zeppelin. As garotas que a viram no palco no Avalon Ballroom ou no Fillmore, casa de show de Bill Graham, ainda se recordam da experiência: era como se Janis cantasse para elas, contasse as histórias delas, sentisse a dor delas, enchendo-as de coragem e absolvendo-as de culpa. Janis era como um nervo exposto, trazendo à tona sentimentos que a maioria das pessoas não conseguiria ou não gostaria de trazer, e estava disposta a arcar com as consequências disso.” — Holly George-Warren
Elogios
“Uma descrição magnífica e muito interessante de Janis. Holly George-Warren tem um estilo de escrita atraente e cativante, e fiquei impressionada com a profundidade de suas novas entrevistas e informações. ” – Laura Joplin, irmã de Janis Joplin
“Magistralmente bem pesquisada, esta biografia revela definitivamente a verdadeira Janis Joplin. ” – The New York Times
“Empática e emocionante. Como uma repórter investigativa, George-Warren rastreou cada detalhe da juventude e das influências de Janis, e com carinho nos deu uma visão rara dessa musicista genial.” — Kate Pierson, uma das vocalistas do The B-52s
“Esta biografia magnífica captura a essência complexa da cantora Janis Joplin… Qualquer pessoa que aprecie uma boa biografia irá apreciar esta obra excepcional.” — Library Journal (resenha cinco estrelas)

Sobre a autora
Holly George-Warren foi indicada duas vezes ao Grammy e é autora premiada de 16 livros, entre eles duas biografias: A Man Called Destruction: The Life and Music of Alex Chilton e Public Cowboy #1: The Life and Times of Gene Autry, além do best-seller do New York Times: The Road to Woodstock (com Michael Lang). Ela já escreveu para diversas publicações, incluindo The New York Times, Rolling Stone e Entertainment Weekly, tendo atuado também como consultora em documentários como Muscle Shoals, Nashville 2.0 e Hitmakers. Holly faz parte da comissão de indicação do Rock & Roll Hall of Fame e leciona na Universidade Estadual de Nova York, em New Paltz.
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Serviço
Livro: Janis Joplin – Sua Vida, sua Música: a Biografia Definitiva da Mulher Mais Influente da História do Rock
Autora: Holly George-Warren (https://www.hollygeorgewarren.com/)
Editora: Cultrix
Páginas: 432
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