“O Morro dos Ventos Uivantes” lidera bilheterias no Brasil e no mundo
Foto: Divulgação
Em suas primeiras semanas nos cinemas, o novo longa de Emerald Fennell levou 409 mil pessoas às salas, arrecadando R$ 9,6 milhões durante o Carnaval e alcançando o topo das bilheterias nacionais
Estrelado por Margot Robbie e Jacob Elordi, O Morro dos Ventos Uivantes chega às telonas com enorme sucesso, mas também com uma proposta ousada: revisitar o clássico de Emily Brontë sob a lente das tensões sociais do século XIX.
Entre paixão e desigualdade, a trama acompanha Cathy (Robbie) e Heathcliff (Elordi), unidos desde a infância, mas separados por barreiras invisíveis de origem e status.
Mais do que uma narrativa de amor arrebatador, o filme expõe como a desigualdade social moldava destinos e destruía afetos.
O contraste entre propriedades, famílias e ambições revela a luta de classes que permeia cada gesto e decisão, mostrando que o romance é também um retrato da Inglaterra em transformação.
O dilema dos protagonistas
Heathcliff, de origem obscura e marcado pela condição de outsider, é acolhido pela família Earnshaw e cresce ao lado de Catherine como irmão adotivo. Essa relação, ao mesmo tempo íntima e desigual, carrega em si a tensão entre afeto e hierarquia social.
Enquanto Heathcliff enfrenta o desprezo e a marginalização dentro da própria casa, Catherine se vê dividida entre o amor profundo que sente por ele e a necessidade de assegurar prestígio e estabilidade.
Ao optar por Edgar Linton, sua escolha não se limita ao campo afetivo. Revela a força das convenções sociais do século XIX, em que o casamento funcionava como instrumento de ascensão e manutenção de status.
Nesse dilema, Emily Brontë expõe como o desejo individual é constantemente atravessado pelas barreiras impostas pela classe e pela origem.
O século XIX em cena
Ao transpor o romance para o cinema, Emerald Fennell preserva o pano de fundo histórico que molda toda a narrativa: a Inglaterra em plena Revolução Industrial, marcada pela ascensão da burguesia, pelo declínio de antigas aristocracias rurais e pela redefinição das hierarquias tradicionais.
Esse cenário não é apenas decorativo, mas funciona como força dramática que atravessa os personagens e suas escolhas.
O filme evidencia como paixões individuais não podem ser compreendidas isoladamente, pois estão sempre submetidas às estruturas sociais rígidas da época.
O amor entre Catherine e Heathcliff, por exemplo, torna-se impossível sem considerar o peso da origem, da propriedade e do status.
Ao mostrar que sentimentos são constantemente filtrados pelas convenções sociais, Fennell reforça a atualidade da obra de Emily Brontë: um retrato de como desigualdades moldam destinos e transformam afetos em conflitos insolúveis.
Trilha sonora, produção e elenco
Embalado pela trilha sonora original de Charli XCX, o romance entre os dois atravessa os anos em um rastro de paixão e destruição.
Da Warner Bros. Pictures e da cineasta vencedora do Oscar e do BAFTA, Emerald Fennell, o filme é estrelado pela indicada ao Oscar e ao BAFTA Margot Robbie, ao lado do indicado ao BAFTA Jacob Elordi.
O filme também conta com a indicada ao Oscar Hong Chau, Shazad Latif, Alison Oliver, o vencedor do BAFTA Martin Clunes e Ewan Mitchell.
Fennell dirige a partir de seu próprio roteiro. Os produtores são o indicado ao Oscar e vencedor do BAFTA Josey McNamara, Fennell e Robbie. Sara Desmond e o indicado ao Oscar Tom Ackerley assinam a produção executiva.
O Morro dos Ventos Uivantes está em cartaz em todo o Brasil, também em IMAX e em versões acessíveis. Para informações sobre ingressos e detalhes das sessões, consulte as redes de cinema mais próximas.
Assista ao trailer:









