Marco Antônio diz que concurso da FCCDA foi adiado, e não cancelado, devido a erro técnico: “Será realizado”, garantiu
Foto: Carlos Cruz
Em resposta à reportagem deste site sobre o concurso público na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), cujo edital publicado na sexta-feira (28) foi cancelado no mesmo dia, o prefeito Marco Antônio Lage esclarece:
“Não foi cancelado, mas adiado. Houve um erro em publicar sem montar a nova estrutura. Questão de ordem”, disse ele, sem, no entanto, adiantar uma nova data de convocação.
E também sem explicar o que vem a ser “montar a nova estrutura”, o que deve ser detalhado nos próximos informes e publicações oficiais.
Ao suspender o edital, faltou à Prefeitura, por meio de seu portal, e à FCCDA esclarecer o motivo desse adiamento de um certame que há muitos anos é aguardado pela sociedade itabirana – e que é cobrado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Adiamento inesperado
O edital de convocação do concurso público da FCCDA foi cancelado no mesmo dia de sua publicação, sem ainda qualquer esclarecimento dos responsáveis. Embora a reportagem deste site, anunciando o certame, tenha sido redigida e editada na mesma data, sua postagem ficou agendada para esse sábado pela manhã.
Infelizmente, não verificamos a permanência do edital no Portal da Prefeitura, considerando que o cancelamento foi um fato inesperado e fora do comum.
Reconhecemos nossa falha e pedimos desculpas aos leitores, reafirmando nosso compromisso em atualizar a reportagem nesta segunda-feira (31), quando se espera que a FCCDA apresente as devidas explicações.
A realização de um concurso público é um imperativo constitucional que, desde 1988, tem sido sistematicamente descumprido em Itabira.
Após um longo histórico de contratações precárias e apadrinhamento político, a FCCDA finalmente havia anunciado a realização de um concurso público, prometendo transformar a estrutura de contratações da instituição.
Publicado no Diário Oficial da Prefeitura de Itabira na última sexta-feira (28), o edital oferecia 46 vagas para cargos de nível médio, técnico e superior.
Desde a criação da fundação, apenas um concurso público foi realizado, em 1996. A partir daí, o seu quadro funcional é majoritariamente formado por indicações políticas, o que perpetua práticas incompatíveis com os princípios constitucionais.
A expectativa é que um novo edital seja publicado em breve, preferencialmente mantendo a data originalmente anunciada para a realização do concurso público. Seguiremos acompanhando e cobrando explicações sobre essa questão tão relevante para a sociedade itabirana.
Histórico
A FCCDA, criada para fomentar as atividades culturais em Itabira, tem uma longa trajetória marcada pela ausência de concursos públicos regulares.
Desde sua fundação, apenas um certame foi realizado, em 1996. Ao longo de quase 30 anos, os aprovados daquela época se aposentaram, deixaram seus cargos ou faleceram, deixando um vazio funcional que, em grande parte, foi preenchido por indicações políticas.
Atualmente, apenas sete servidores concursados permanecem na instituição, enquanto a maioria das vagas é ocupada por cargos comissionados ou contratos temporários. Essa situação perpetua o empreguismo e compromete tanto a transparência quanto a eficiência administrativa.
O problema é agravado pelo fato de que, mesmo diante das cobranças da sociedade e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ainda não foi implementada uma solução efetiva para a regularização do quadro de servidores da FCCDA.
O edital do concurso público, publicado no Diário Oficial da Prefeitura de Itabira na última sexta-feira (28), gerou grandes expectativas: oferecia 46 vagas distribuídas entre cargos de nível médio, técnico e superior.
Com o adiamento do edital, espera-se que o tal erro “em publicar sem montar a nova estrutura” seja corrigido com celeridade, de preferência mantendo a mesma data inicialmente prevista para sua realização. O certame seria conduzido pelo Instituto Consulplan, já contratado para esse fim.
A falta de explicações oficiais, claras e objetivas, após o adiamento representou uma falha de comunicação que aumenta a desconfiança da população quanto à execução de um concurso tão aguardado pela sociedade itabirana.