Com Agentes Territoriais, Lula assina Plano Nacional de Cultura e propõe “guerrilha democrática cultural”

Márcio Tavares, Secretário-Executivo do MinC, o Presidente Lula e a Ministra da Cultura, Margareth Menezes
Foto: Diangela Menegazzi

Ocasião foi marcada por cerimônia no Palácio do Planalto, que contou com a presença de Agentes Territoriais de todo o Brasil, reunidos na capital federal até a próxima quarta (19)

Por Sandoval Matheus*

O presidente Lula enviou ao Congresso Nacional, na manhã dessa segunda-feira (17), o novo Plano Nacional de Cultura (PNC), que deve reger as políticas da área no Brasil pelos próximos 10 anos. A ocasião foi marcada por uma cerimônia no Palácio do Planalto com a presença de Agentes Territoriais de todo o Brasil, que ficam reunidos na capital federal até a próxima quarta (19) para oI Encontro do Programa Nacional dos Comitês de Cultura.

O PNC foi elaborado a partir das propostas aprovadas durante a Conferência Nacional de Cultura, em março de 2024, com forte participação da sociedade civil.

“Essa é a arte de bem governar um país: aceitar que a sociedade diga o que o governo deve fazer, mas não sabe que deve fazer”, definiu. “Todo mundo tem um potencial cultural extraordinário, desde o dia que nasce. O que o governo tem que fazer é apenas dar condições pra que esse potencial seja explorado.”

No discurso, o presidente citou uma vontade antiga, de “transformar a cultura num movimento efetivamente de base, popular, uma guerrilha democrática cultural”.

Esse desejo, segundo ele, se materializa no Programa Nacional dos Comitês de Cultura, que tem sob seu guarda-chuva mais de 600 agentes espalhados pelo território nacional, responsáveis por promover ações de mapeamento, comunicação e mobilização em suas regiões e comunidades.

Novo Plano Nacional de Cultura marca retomada histórica das políticas culturais no Brasil – Foto: Diangela Menegazzi
“Há muitos anos eu sonho em fazer a cultura desse país ser revolucionária”, contou. “Vocês representam a alma e a mente do povo brasileiro. Estou convocando vocês para serem mais do que agentes culturais. Vocês têm que ser a base da conscientização, da politização da nova sociedade que precisamos criar”, incentivou.

Em qualquer lugar desse país, não importa onde, a gente pode ter um núcleo cultural. Tem que parar com essa ideia de que todo mundo precisa receber cultura comercial, feita no Rio de Janeiro e em São Paulo”, aconselhou. “A nossa revolução cultural está em pegar a cultura do mais longínquo lugar e permitir que o Brasil inteiro conheça. Porque o Brasil, hoje, não conhece o Brasil.

Nessa segunda-feira, o presidente também assinou o decreto que cria a comissão que vai definir as diretrizes e os aspectos operacionais do Sistema Nacional de Cultura (SNC), regulamentado no ano passado e que pretende estabelecer um modelo de gestão cultural que envolve União, estados e municípios, com controle da sociedade civil.

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*Este material foi elaborado no âmbito da cobertura colaborativa da Rede Comunica Cultura, projeto experimental do Laboratório de Cultura Digital, uma parceria da UFPR e do Ministério da Cultura (MinC). Para mais informações: http://labculturadigital.redelivre.org.br

 

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