Itabira encerra Agosto Lilás com balanço das ações e reforço da rede de proteção às mulheres
Foto: Carol Veloso/ Ascom/PMI
Campanha mobiliza escolas, comunidades e instituições; município mantém atendimento especializado e integração com a segurança pública
A Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) e do Centro de Referência Especializado de Atendimento à Mulher (Cream), mantém uma rede permanente de acolhimento e proteção às mulheres em situação de violência.
O serviço funciona em duas unidades, uma instalada no prédio da SMAS e outra atuando diretamente na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), da Polícia Civil.
A presença dentro da delegacia fortalece a integração entre assistência social e segurança pública, facilitando o acesso das mulheres à proteção e ao atendimento especializado.
Durante o Agosto Lilás, essa rede ampliou sua atuação em escolas, comunidades e instituições do município.
Ao longo da programação, foram realizadas 31 ações, alcançando mais de 1,4 mil participantes em rodas de conversa, palestras, mesas-redondas, entrevistas e atividades educativas.
A estratégia foi levar informação para diferentes públicos, reforçando que a violência contra a mulher é um problema social que exige mobilização contínua.
Informação como ferramenta de prevenção
Os encontros abordaram temas como a Lei Maria da Penha, o ciclo da violência, a identificação de situações de risco, a importância da denúncia, o papel dos homens no enfrentamento e o funcionamento da rede de proteção.
Mulheres, homens, adolescentes, trabalhadores e grupos comunitários participaram das atividades, ampliando o debate para além dos espaços institucionais.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Nélia Cunha, o trabalho precisa ser contínuo.
“O Agosto Lilás nos mostra que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa estar presente durante todo o ano e envolver toda a sociedade”, assim ela entende, informando que as equipes mobilizadas levaram a campanha às escolas, unidades de saúde, empresas, comunidades e equipamentos públicos, levando informação e fortalecendo a rede de proteção.
“Cada conversa realizada representa uma oportunidade de orientar, prevenir e, principalmente, fazer com que uma mulher saiba que pode buscar ajuda e que não está sozinha”, destaca.
Debate contínuo e atendimento especializado
Para a coordenadora do Cream, Tatiana Gavazza, discutir o tema é essencial para que a violência seja identificada e enfrentada.
Segundo ela, a violência contra a mulher precisa ser discutida para ser compreendida. “Muitas vezes, a mulher, a família ou até quem está ao redor não identifica determinadas situações como violência”, é o que tem observado.
Daí que, segundo ela, o Agosto Lilás é tão importante por levar informação para diferentes públicos e espaços, “para fortalecer a prevenção, estimular a busca por ajuda e mostrar que ninguém precisa enfrentar essa situação sozinho”.
O Cream oferece atendimento especializado às mulheres em situação de violência e articula o acompanhamento com os demais serviços da rede de proteção, conforme a necessidade de cada caso.
Serviço
Canais de denúncia e busca por ajuda
A população pode denunciar situações de violência contra a mulher ou buscar orientação pelos seguintes canais:
Central de Atendimento à Mulher – 180; Disque 100; Polícia Militar – 190; Polícia Civil – 197; Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – (31) 3839-2194; CREAM Itabira – (31) 3839-2164; Chame a Frida (WhatsApp) – (31) 9 9398-6100.









