Prefeito de Itabira admite desgaste com precária zeladoria, mas aposta na recuperação de imagem com obras estruturantes e melhorias nos serviços

Em entrevista a este site, Marco Antônio Lage fala sobre retomada de obras, coleta seletiva e Itabira Sustentável

Fotos: Carlos Cruz

Reeleito com a maior votação da história de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB) encerrou 2025 enfrentando forte desgaste político. A crise financeira o obrigou a realizar cortes de despesas, paralisou obras e comprometeu a zeladoria urbana, com ruas esburacadas e mato alto.

Com as contas equilibradas, após fechar o ano sem déficit, com apenas R$ 4 milhões a pagar, após ajustes que evitaram um rombo de R$ 154 milhões, ele espera recuperar a imagem e a confiança da população.

Em entrevista exclusiva a este site, ele admite falhas na limpeza urbana e na coleta de resíduos, mas garante que 2026 será o ano da retomada.

Diz que vai concluir obras paralisadas, como a rodovia Carmo–Ipoema, a Feira do Produtor e a ETE da Pedreira.

Promete recuperar e expandir a coleta seletiva, modernizar a Itaurb e implementar projetos do programa Itabira Sustentável, que inclui cabeamento subterrâneo no centro histórico, abertura de novo distrito industrial e implantação de uma Unidade de Tratamento de Resíduos.

Com planejamento conservador, prioridade no essencial e busca de novos recursos junto à Vale e ao BNDES, Marco Antônio aposta em obras definitivas e políticas de sustentabilidade para virar a página da crise e deixar um legado duradouro para Itabira, que vive o crepúsculo da mineração, com exaurimento final previsto para 2041.

(Carlos Cruz)

Leia a entrevista

Prefeito, com a adequação orçamentária realizada no ano passado, para garantir a saúde financeira da prefeitura, Itabira vai ser mais bem cuidada daqui pra frente, volta com a zeladoria? Retorna com as obras paradas, a ETE da Pedreira, Feira do Produtor, término da pavimentação da rodovia Carmo-Ipoema?

Sim, mas fazendo um reparo: a ETE da Pedreira não ficou parada em decorrência do nosso orçamento. O problema foi com o financiamento da Caixa Econômica Federal, é uma obra do PAC que teve obras paralisadas em outras cidades.

É um problema de gestão da Caixa, decorrente da demora da vinda do fiscal. Mas deve retornar em breve, estamos fazendo gestão para que isso aconteça.

A feira do produtor também está parada…

Não está parada, mas em ritmo mais lento, problema com a lentidão da empresa que venceu a licitação, com pouca gente trabalhando.

Mas agora tem perspectiva de entregar no meio do ano, a empresa deve acelerar a execução nos próximos dias. Ela não cumpriu o cronograma, alegou falta de mão de obra. Estava lenta, com pouca gente trabalhando. Agora deve acelerar. Devemos entregar essa obra até meados deste ano.

O que falta para concluir a pavimentação do trecho da rodovia Ipoema-Carmo. Problema com o licenciamento ambiental?

Está faltando pavimentar quatro quilômetros, na verdade até menos, são 2,5 quilômetros se considerar que na chegada do Carmo já tem asfalto, mas devemos fazer uma intervenção nesse trecho para ter um só padrão. Isso em um total de 15 quilômetros.

É uma obra para a vida toda. Ao longo da rodovia foram executadas obras de arte, com quatro galerias para drenagem pluvial. São três pontes, duas ainda precisam ser duplicadas, na verdade construir outras duas anexas às já existentes.

E você tem previsão para quando vai ser concluída? Já tem a licença ambiental para esse trecho final?

Ainda não temos, porque aí entrou a política no meio, por intervenção de alguém do governo Zema, a Semad (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) exigiu refazer todo o licenciamento, quando o certo seria licenciar somente o trecho que ficou faltando, já que o executado já está com licença aprovada.

Optamos por licenciar nove quilômetros por ter trâmite simplificado, o que foi aceito pelo órgão ambiental estadual. Atendemos todas as condicionantes, pelo fato de a estrada passar próximo a uma unidade de conservação, cujo trecho foi calçado para diminuir a velocidade, assim como deixamos de alargar alguns trechos para não movimentar muita terra.

Porém agora, ao ingressar com o pedido para licenciar os quatro quilômetros restantes, surgiu essa intervenção e querem que refaça todo o licenciamento. É um processo muito mais demorado, quando bastaria, a nosso ver, somente um licenciamento municipal para o trecho restante.

Foi uma manobra política. Estamos agora com o processo na Semad, em Governador Valadares, quando será preciso refazer tudo de novo, novos relatórios de impacto, sendo que a maior parte já está executada e devidamente licenciada.

O Ministério Público entrou nessa história?

Entrou, mas aceitou nossos argumentos. Tanto que a promotora Giuliana Talamoni Fonoff ia propor que assinássemos um TAC, mas acabou aceitando o que apresentamos.

Para isso, ela se reuniu com nossa equipe e viu que está tudo ok, ela não aceitou denúncia de um vereador dizendo que fizemos manobra para simplificar o licenciamento.

O que esse vereador fez foi uma manobra política que vai atrasar ainda mais o término da pavimentação, com a decisão da Semad de refazer todo o processo, prejudicando a população que faz uso dessa rodovia.

Nossa equipe se reuniu recentemente com a Semad de Valadares, apresentou todas as informações requeridas.

“Por intervenção de um vereador, que tem trânsito no governo Zema, vamos ter que refazer todo o licenciamento ambiental da rodovia Carmo-Ipoema, não só do trecho que faltava, prejudicando toda população da região”, diz Marco Antônio

E qual é a previsão para esse novo licenciamento ser aprovado?

Minha previsão é conseguir a licença ainda neste ano. Estamos avaliando, inclusive para melhor atender ao meio ambiente, pavimentar esse trecho final com calçamento em poliedro, como fizemos no trecho próximo ao Parque Estadual do Limoeiro.

Acredita que conclui essa obra em seu governo?

Sim, o trecho que falta é de rápida execução. Só precisamos da licença ambiental para dar prosseguimento. Mas se sair depois de outubro, não vamos reiniciar neste ano, por causa das chuvas. Aí, retornaremos a partir de abril.

A oposição fala que essa obra foi superfaturada. Foi por ata de adesão?

Não foi por adesão, teve concorrência pública específica por pregão eletrônico. Falam isso porque é uma obra realmente cara, custou cerca de R$ 5 milhões por quilômetro, o que está de acordo com o preço de mercado, tanto que foi aprovada pelo Tribunal de Contas.

Agora, olhe a qualidade da pavimentação, dos drenos e das obras de arte. Se fosse só recapeamento asfáltico, sem drenagens e galerias, talvez saísse pela metade do preço, mas seria uma obra mal feita.

Compare com outras estradas pavimentadas por governos anteriores. É fácil ver a diferença. Nozinho (prefeito de São Gonçalo), fez asfaltamento parecido na região de Bateias, custou R$ 8 milhões por quilômetro. São obras definitivas, para dar segurança e feitas para durar.

Outra questão que tem te trazido muito desgaste é a falta de zeladoria, com ruas esburacadas por todos os bairros, matagal por toda parte. Quando essa zeladoria será retomada?

Sim, é real essa situação, mas vamos dar um jeito nisso neste ano.

Tem também o recolhimento ineficiente de resíduos domiciliares e urbanos. Praticamente a coleta seletiva em Itabira, que foi pioneira no país, referência nacional, deixou de existir. Quando isso vai ser solucionado?

É real, não há como discordar. No ano passado, a empresa que venceu a licitação entrou em situação falimentar e a Justiça mandou recolher todos os caminhões e equipamentos para pagar credores.

Os empregados tiveram salários atrasados, que só foram pagos quando fizemos depósito judicial autorizado para quitar a folha. Sem isso, demorariam a receber. Mas todo o serviço de coleta ficou prejudicado.

E agora, vai voltar à normalidade, a coleta vai acontecer nos dias certos, com a segregação de resíduos, ou vai continuar sendo misturado como vem acontecendo?

Tivemos que trazer outras empresas em caráter emergencial. Agora são duas empresas contratadas que farão a coleta, juntamente com a Itaurb. Uma é local, já tinha contrato para capina. A outra para coleta de lixo.

Os resultados já vão aparecer agora?

Estamos no ajuste ainda. Para a roçada precisamos de uma equipe com no mínimo 50 pessoas. Eles estavam com 20. Para agravar, uma empreiteira da Vale ofereceu R$ 900 de vale-alimentação e muitos trocaram de empregador, abandonando o nosso serviço.

É falta de mão de obra, problema nacional. Mas está sendo ajustado. Vamos fazer nova licitação, e o serviço de capina retornou agora com 40 pessoas contratadas. Precisa contratar pelo menos mais 20, mas não está fácil. O ideal seria executar a capina quatro vezes ao ano, mas infelizmente não está sendo possível.

Quando você assumiu a Prefeitura, disse que ia priorizar a recuperação da Itaurb, mas isso ainda não aconteceu.

Hoje (terça-feira, 3), fizemos um evento na Itaurb celebrando seus 40 anos de existência. Homenageamos 40 funcionários mais antigos e convidamos Zé Maurício, ex-prefeito que criou a Itaurb nos anos 1980. Ele contou que a empresa foi inspirada na Cuco (Companhia Urbanizadora de Contagem), que já não existe mais.

Foi o professor Paulo Neves Carvalho, assessor de Zé Maurício, quem trouxe esse modelo para Itabira. A Itaurb tinha também entre seus objetivos executar obras, inclusive participou de licitações, servindo com balizadora de preços e impedindo a formação de cartel. Chegou a restaurar o antigo casarão da Câmara, hoje Museu de Itabira. O objetivo dela não era apenas fazer coleta de resíduos e varrição de ruas, mas atuar como empresa de desenvolvimento urbano.

Ela inclusive tem essa função no nome, mas hoje, se entra em concorrência, vai perder. Por quê? Porque não dispõe mais de mão de obra qualificada, e muitos funcionários não são produtivos por diversos motivos. Muitos já têm tempo para se aposentar e não o fazem, e não há como obrigá-los. Há também muitos afastamentos.

Estamos desenvolvendo um trabalho social que está sendo intensificado. Devemos propor um PDV (Plano de Desligamento Voluntário) para incentivar aposentadorias e só depois abrir concurso para novas vagas. A aposentadoria é iniciativa do servidor, não é compulsória.

A terceirização não é uma forma de privatizar a empresa por vias indiretas, esvaziando suas atribuições?

Não, é por necessidade, justamente por esse quadro. A Itaurb tem hoje 700 funcionários, mas pelas condições de muitos não há como cobrar produtividade. Um terço pelo menos não consegue. Muitos têm comorbidades, outros enfrentam alcoolismo.

Conversei com vários, disseram que não param de beber porque, se pararem, a depressão toma conta. Perguntei se não tomam remédio para depressão. Responderam que o remédio é a cachaça, para deixá-los alegres.

Com essa situação, sem poder contratar mais para o quadro da Itaurb, somos obrigados a terceirizar boa parte dos serviços, que já vinham sendo executados por empresas terceirizadas antes mesmo da minha administração.

Já há algum tempo, a coleta seletiva deixou de existir em Itabira, é o que se constata com o recolhimento misturando resíduos não recicláveis com os recicláveis.

De fato, precisamos retornar com a coleta seletiva para voltar a ser referência nacional. Estamos com um plano, que espero apresentar em breve, da Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR), dentro do programa Itabira Sustentável, financiada pela Vale.

Essa central é condicionante da mineradora não cumprida com a LOC 2000 e seria compensação ambiental não executada do empréstimo do BNDES para reformas e construção de nova usina de itabiritos duros.

Mas vai sair agora, é prioridade concluir o projeto neste ano para implantar no ano que vem. Reconheço que está inadmissível a situação da coleta seletiva hoje. Estão levando até colchão para o aterro sanitário, isso eu mesmo vi indo para Ipoema.

Se continuar com essa não segregação vai comprometer a vida útil do aterro, que corre risco de voltar a ser um lixão.

Com a UTR vamos melhorar muito a coleta seletiva, que pode e é lucrativa. A Itaurb recolhe e vende, pois boa parte da reciclagem já está privatizada, inclusive de plástico, agora com a fábrica de produção de supressor sustentável de poeira feito a partir de garrafas PET, iniciativa privada inaugurada no fim do ano passado com participação da Vale. Para recolher esse material, será feito em grande parte por meio de cooperativa de catadores já existente na cidade.

A partir da unidade de tratamento de resíduos, mais o projeto de containerização, que a partir do projeto-piloto no bairro Campestre, vai ser estendido para toda cidade, esperamos retornar com força o serviço de coleta seletiva, triagem e nova destinação.

“Vamos melhorar a coleta seletiva de resíduos com a URT, e educação ambiental, para Itabira voltar a ser referência nacional”, promete o prefeito de Itabira

Vai enfim acabar com o trabalho insalubre e perigoso de coletadores agarrados na traseira dos caminhões, com risco de acidentes?

Sim, a ideia é essa, sem causar desemprego, pois podem ser alocados em outras funções. Mas antes, precisamos concluir a conteinerização e definir um modo prático de higienização sem causar impacto ambiental. Vamos expandir para toda a cidade, será um grande salto na coleta de resíduos recicláveis e não recicláveis.

É preciso caminhar para se ter zero resíduo orgânico no aterro, pois pode virar adubo por meio da compostagem, como havia no passado. E só levar para o aterro o que não tem como ser reciclado ou reaproveitado.

Concordo. Esse adubo pode ser empregado na agricultura familiar, como também para os jardins na cidade, no programa de plantio de árvores que estamos implementando em Itabira.

Como está a dívida da Itaurb?

Ainda é um desafio, mas já caiu bastante. Hoje é pouco mais de R$ 30 milhões. O pagamento dessa dívida está programado, negociado com credores, principalmente com o fisco e o INSS. Quando assumimos o primeiro mandato, a dívida era de R$ 81 milhões. A Itaurb não precisa voltar a crescer tanto, mas precisa ter boa gestão para realizar bem a zeladoria urbana.

E implementar uma eficiente educação ambiental, de porta em porta, muitos moradores não sabem as datas de coletas recicláveis e não recicláveis e também misturam todos os resíduos.

Você tem razão, é preciso fazer isso, inclusive para reduzir o custo da coleta. É uma sugestão importante e vamos implementar com campanhas educativas.

Outra questão que a oposição tem pesado na crítica é do excesso de atas de adesão. Dizem inclusive que não têm a tal “vantajosidade” e o que deveria ser exceção, tem virado regra. O que diz?

Não é verdade. A Dura na Queda, por exemplo, contratamos porque havia uma boa ata aberta e a empresa tem atestado de qualidade excelente. Optamos também pela ata de adesão porque havia urgência, quando nos deparamos com o asfaltamento na cidade bastante deteriorado. A cidade parecia um queijo cheio de buracos. Já melhoramos bastante, mas ainda há muito por fazer. Fizemos 40 quilômetros de recapeamento asfáltico com essa contratação.

E quebrou o monopólio de intermináveis operações tapa-buracos que havia há anos em Itabira.

Sim, e sem superfaturamento. A ata é legítima, legal, garante menor preço e agilidade na contratação. O Tribunal de Contas avalia os valores e todas foram aprovadas.

O projeto Itabira Olho Vivo, está funcionando? A oposição diz que a empresa contratada não entregou o que foi contratado.

Está funcionando muito bem. Participei da posse do novo comandante da Polícia Militar em Itabira. O Olho Vivo foi citado positivamente. Já contribuiu para diminuir o índice de criminalidade na cidade. Tivemos redução de todos os indicadores, os melhores dos últimos 30 anos.

Temos 300 câmeras instaladas e funcionando em todos os bairros, principalmente nos locais de maior incidência de crimes. Segundo o delegado regional (Diogo Luna), está ajudando muito nas investigações criminais. Temos aqui a melhor tecnologia da América Latina instalada, com central de monitoramento na Prefeitura e imagens compartilhadas com as polícias Civil e Militar.

Em seu último relatório, o Observatório Social de Itabira (OSBI) apresentou índices, que são recorrentes, de baixo aproveitamento das empresas locais nas licitações da prefeitura, com apenas 8% de aproveitamento. Como explica?

Esse é um trabalho que nossa Secretaria de Desenvolvimento Econômico precisa fazer com a Acita e CDL, para melhor capacitar e tornar as empresas itabiranas mais competitivas nos pregões eletrônicos.

Não há como fazer reserva de mercado, isso é ilegal. Mas temos decreto municipal que permite comprar em Itabira, de micro e pequenas empresas, se o preço for até 10% maior que o menor apresentado. Se não estão alcançando índice maior de participação, é por falta de competitividade, e isso precisa ser melhorado.

Ainda quando você era diretor da Cemig, em visita a Itabira para uma inauguração no hospital Nossa Senhora das Dores, anunciou ter incluído a cidade no rol das que receberiam cabeamento elétrico subterrâneo no centro histórico. Passados todos esses anos, por que isso ainda não aconteceu?

Zema recuou, cortou a verba e cancelou o investimento. Mas o projeto da Cemig vai ser aproveitado na reabilitação do centro histórico, dentro do Itabira Sustentável. Estamos buscando recursos da Vale, e também junto ao BNDES. A previsão é de aporte de R$ 56 milhões, incluindo a restauração do antigo hospital do HNSD.

Tem assegurado o compromisso da Vale de aportar esses recursos?

Parte deles, não todo, via Lei Rouanet, que ela mesma está buscando aprovação por meio de consultoria contratada. Devemos fazer parte dessa requalificação em nosso governo, se possível entre o Largo do Batistinha até o antigo hospital.

O restante fica para as próximas gestões, mas podemos deixar linhas de financiamento asseguradas. O projeto não é só de cabeamento subterrâneo, mas também de requalificação urbanística.

Na rua Major Paulo devemos restaurar o calçamento com pedra de minério e o casarão do antigo HNSD, para onde vamos transferir a biblioteca municipal. Esse projeto está orçado em R$ 8 milhões.

E o casarão da família de Chiquinho Delegado, está incluída a sua reconstrução nesse projeto?

Sim, está, mas só poderemos intervir quando a Justiça permitir. É preciso responsabilizar o empresário que fez o desaterro que levou a essa situação. Queremos que ele pague por tudo, já está na Justiça. Atualmente, sem autorização judicial, a Prefeitura não pode nem mesmo entrar no local.

O projeto Itabira Sustentável não corre o risco de ter o mesmo fim do Itabira 2025, de ficar só no papel?

Alguns projetos já estão bem encaminhados. O novo distrito industrial, na antiga fazenda Palestina, é um dos investimentos prioritários. Neste ano, o projeto fica pronto para ser licitado no próximo. A Vale vai repassar os recursos e a Prefeitura vai licitar. É nesse distrito que será instalada a Unidade de Tratamento de Resíduos.

O Itabira Sustentável é um projeto de execução em 15 anos. Precisamos envolver mais a sociedade, a Acita e outros atores sociais. Também viabilizar parceria público-privada para duplicar a rodovia estadual até o trevo, por meio de uma parceria público-privada, o que só será possível com novo governo estadual, esse atual não teve interesse.

Tudo isso é prioridade, assim como a conclusão do projeto Rio Tanque, para garantir água suficiente para suprir a demanda da população que nas últimas décadas tem sofrido com a falta de água e atrair indústrias que precisam desse insumo.

 

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