Vazamento da mineração em Itabira contamina canal da Penha, impacta o rio de Peixe, afluente do Piracicaba, bacia do rio Doce
Fotos: Divulgação/ Ascom/PMI
Prefeitura identifica origem do problema na área operacional da Vale a montante da cidade; fumaça e odor intenso afetaram moradores e pedestres
A Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (Semapa), confirmou na manhã dessa quinta-feira (4) a ocorrência de contaminação no canal da Penha, seguindo até o rio de Peixe, afluente do rio Piracicaba, que desagua no rio Doce.
O vazamento de efluente foi rastreado pela equipe da Semapa, que confirmou a origem vindo de área operacional da mineradora Vale, localizada nas proximidades da entrada da mina Cauê, a montante da cidade.
Fumaça e odor intenso alarmaram moradores

Por volta das 10h30 de ontem, moradores e trabalhadores de estabelecimentos próximos ao cruzamento da avenida Carlos Drummond de Andrade com a rua Santana acionaram a Semapa, relatando a presença de fumaça saindo do canal da avenida, acompanhada de odor forte que provocou irritação nos olhos e na boca de pedestres.
Técnicos ambientais percorreram toda a extensão da via e áreas adjacentes, incluindo os bairros Penha e Vila Paciência, até chegar à área da mineradora, onde constataram a origem do vazamento.
Impacto direto da mineração no território urbano
Os contaminantes que causaram esse impacto ambiental ainda não foram revelados.
O episódio evidencia, mais uma vez, como a atividade mineradora a montante da cidade impacta diretamente o território urbano vizinho, trazendo riscos ambientais e de saúde pública para a população.
A contaminação em um dos principais canais de drenagem da cidade reforça a vulnerabilidade de áreas habitadas a jusante diante da proximidade das operações minerárias.
Segundo a Semapa, todas as medidas necessárias para garantir a segurança da população e a proteção ambiental estão sendo adotadas. A secretaria informou ainda que serão determinadas medidas cabíveis de compensação ambiental por parte da mineradora. Além da aplicação de multa e condicionante, cabe também acionar judicialmente a empresa poluidora.
Fiscalização municipal e responsabilidade pública

Mais do que medidas pontuais, o episódio reforça a necessidade de ampliar a fiscalização ambiental da mineração por parte da Prefeitura, por meio da Semapa.
A Constituição Federal atribui aos municípios também a função de fiscalizar atividades que impactam os seus territórios, justamente pelas implicações ambientais, sociais, econômicas e de saúde pública que decorrem desses episódios.
O vazamento não polui apenas o território urbano de Itabira. O canal contaminado deságua no rio de Peixe, que segue para o rio Piracicaba, em Nova Era, que por sua vez deságua no rio Doce.
Ou seja, trata-se de um impacto que transcende os limites municipais, mantendo a poluição em uma das mais importantes bacias hidrográficas do país.
Até o momento, a Vale não se pronunciou sobre o ocorrido, ainda que não tenha sido procurada pela reportagem. Este site mantém aberto o espaço para manifestação da empresa, responsável pelo vazamento e pela contaminação do curso d’água na área urbana de Itabira para que explique o ocorrido com transparência e objetividade.









A Vale não é uma empresa, é uma sentença de morte com CNPJ. Enquanto sonega CFEM e impostos, roubando até a compensação pelos recursos que saqueia, transforma cidades como Itabira em ruínas irrespiráveis e rios em veias de rejeitos. Mariana e Brumadinho não foram acidentes, foram crimes premeditados por uma corporação que calcula o lucro no sangue e na lama. Sua única “contribuição” é um rastro de cidades fantasmas, ecossídio e famílias dilaceradas e tudo sob o manto podre de uma impunidade comprada a peso de lobby e litígios infinitos. Um monstro que se alimenta do minério e cospe destruição, sustentado por um Estado conivente que troca vidas por royalties de migalhas.