Sicário, da Turma do Vorcaro, morre após tentativa de suicídio em cela da PF

Foto: Divulgação/
PMMG

Empresário é encontrado desacordado na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte; circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas

O empresário Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário ou Mexerica, morreu nesta quarta-feira (4) em Belo Horizonte após ser encontrado desacordado na cela da Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais.

Ele havia sido preso na nova fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias e a atuação de uma milícia privada ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Mourão foi encontrado já moribundo dentro da cela. Policiais federais realizaram procedimentos de reanimação e acionaram o Samu, que o levou a um hospital da capital mineira.

Apesar da internação, ele morreu ainda na noite de hoje. A Polícia Federal confirmou que houve tentativa de suicídio, mas não detalhou o método.

Alguns veículos de imprensa mencionaram que se tratou de tentativa de enforcamento, mas esse detalhe ainda não saiu em nota oficial até o fechamento dessa matéria.

A ausência de informações claras sobre como ele conseguiu atentar contra a própria vida em uma cela sob custódia da PF já vem alimentando teorias conspiratórias nas redes sociais, com hipóteses de negligência ou mesmo de silenciamento político.

Até o momento, não há qualquer evidência que sustente essas versões. A expectativa é pela nota oficial da corporação que deve esclarecer os pontos em aberto.

A operação Compliance Zero

Deflagrada em novembro de 2025, a operação apura crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos eletrônicos e manipulação de balanços financeiros. O nome faz referência à ausência de mecanismos de integridade no Banco Master.

Segundo a Polícia Federal, mensagens extraídas do celular de Vorcaro revelaram indícios de suborno a agentes públicos e infiltração no Banco Central, além da organização de uma milícia privada para monitorar e intimidar críticos.

Entre os investigados estão o próprio banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como líder do esquema, Mourão como braço operacional da milícia, servidores do Banco Central suspeitos de fornecer informações privilegiadas e colaboradores diversos que atuavam em espionagem digital e intimidação.

Especulações políticas

A morte de Mourão e a quebra de sigilo do celular de Vorcaro têm alimentado uma série de rumores em redes sociais e blogs.

Circula uma lista de deputados em relações “nada republicanas” com o banqueiro, além de especulações de que políticos teriam viajado em aeronaves particulares de Vorcaro ou recebido favores e apoio financeiro indevidos em campanhas.

Pelos registros do TSE, oficialmente já se sabe que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi um dos maiores doadores das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022, com doações que somam R$ 5 milhões.

Além disso, com o celular de Vorcaro desbloqueado pela PF, foram encontradas provas relevantes sobre corrupção e a milícia que ele organizou para atentar contra jornalistas e desafetos.

Fontes: G1, Folha de S.Paulo, Agência

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