Polícia civil prende diretor da Câmara e vereador por suspeita de cobrarem parte de salários de servidores em cargos de confiança

O delegado regional Helton Cota Lopes informa que a Polícia Civil de Minas Gerais efetuou as prisões do diretor da Câmara Municipal, pastor Ailton Francisco de Moraes, e do vereador Weverton Júlio de Freitas Limões (PMN).

Eles estão sendo investigados pela polícia civil em inquérito que apura a prática conhecida como “rachadinha”, que consiste em obrigar funcionários da Câmara, nomeados em cargo de confiança,  a pagar parte de seus salários recebidos nos dois últimos anos aos investigados.

Vereador Weverton Limões: investigado (Foto: Divulgação)

Segundo nota da polícia civil enviada à imprensa, foram colhidos nos autos elementos concretos dessa prática, tipificada no Código Penal nos artigos 316 (concussão) e 288 (associação criminosa).

As prisões são preventivas e os advogados dos investigados já ingressaram com pedido de habeas corpus para a soltura dos dois investigados.

Ainda segundo a nota, o pedido de prisão foi deferido pela Justiça  por “conveniência da instrução criminal e para assegurar a garantia da ordem pública, em razão de constantes ameaças praticadas às testemunhas dos fatos por parte dos investigados.”

Segundo informa uma fonte, que pede para não ter seu nome divulgado, a prisão do vereador Weverton Limões teria sido por condução coercitiva, pelo fato de não ter ido depor quando foi intimado.

As investigações envolvem outros vereadores e novas prisões podem ser decretadas a qualquer momento, informa essa mesma fonte.

Alguns vereadores estão sendo acusados também de coagir testemunhas, para mudarem os depoimentos que os incriminam.

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