Mostra de Tiradentes encerra edição e disponibiliza 27 filmes online

Cena do filme A lama da mãe morta, direção de Camilo Pellegrini

Foto: Divulgação

Festival celebra diversidade do cinema brasileiro e amplia alcance com programação digital gratuita

A 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes terminou nesse sábado (3) e reforça seu caráter democrático ao disponibilizar 27 filmes gratuitamente em sua programação online. O acesso pode ser feito pela plataforma oficial http://mostratiradentes.com.br.

A seleção reúne títulos das mostras Homenagem, Panorama e Soberania Imaginativa. Na mostra Homenagem, dedicada à atriz e diretora Karine Teles, estão disponíveis produções que marcaram sua trajetória, como Quinze, de Maurílio Martins, Otimismo, A Lama da Mãe Morta, de Camilo Pellegrini, e o emblemático Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert.

A mostra Panorama organiza sua programação em três sessões temáticas: Dramaturgias Infinitas, Encontros e Desvios pelo Tempo e Em Busca da Paisagem.

Entre os títulos estão Lomba do Pinheiro, de Iuri Minfroy, Maira Porongyta, o Aviso do Céu, de Kujãesage Kaiabi, Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi, Um Oceano Inteiro, de Bruna Dias e Carine Fiúza, Comunhão, de Pétala Lopes, Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith, Windows 51, de Sandro Garcia, YVY Mbyte – Em busca do centro da terra, de Gildo Gomes e Araci da Silva, Curva acentuada, de Leon Sampaio, Ajude os menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento, Nevrose, de Ana do Carmo, e Trem da onze, de Izabelli Campanelli.

Na mostra Soberania Imaginativa, dedicada à invenção e experimentação, o público encontra curtas como Memorial dos Metacarpos, de Maria Rita Moreira, Pânico na Praia Vermelha, de Marcos Gabriel Faria, Vigília Noturna, de Diego Robert e Vulto Sagrado, de Daniel Caetano.

A segunda sessão apresenta A Morte da Aparição, de Lila S., Mãe Santíssima, de Buca Dantas, Mydzé, do Coletivo Memorial Isú-Kariri & Unides Contra a Colonização, Pequeno Jogo, de Sofia Tomic, e Vim e Irei Como uma Profecia, de Fábio Rogério.

Regina Casé em Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert (Foto: Foto: Isabelle Olvera – Divulgação)
Mostra de Cinema de Tiradentes exibe mais de 130 títulos

Durante nove dias, a mostra de cinema de Tiradentes exibiu mais de 130 produções, promoveu debates, oficinas e encontros com realizadores. Também lançou a Carta de Tiradentes 2026, documento que defende a regulação urgente do streaming no país e aponta diretrizes para formação, produção, distribuição e preservação do patrimônio audiovisual.

O encerramento foi marcado pela entrega do Troféu Barroco, que premiou dez categorias. O destaque foi o documentário Anistia 79, de Anita Leandro, vencedor do Prêmio Carlos Reichenbach como Melhor Longa da Mostra Olhos Livres e também eleito Melhor Longa pelo Júri Popular.

A mostra Aurora, dedicada a novos realizadores, reafirmou sua importância como espaço de experimentação e revelou obras que dialogam com o tema Soberania Imaginativa.

Entre os destaques, Sabes de mim, agora esqueça, de Denise Vieira, explorou memória e silêncio. Atravessa minha carne, de Marcela Borela, tensionou corpo e política. Vinte Vinte Quatro, de Davi Pieri, trouxe um olhar documental sobre juventude e futuro.

O festival também promoveu o 4º Fórum de Tiradentes, reunindo mais de 70 profissionais do setor para discutir políticas públicas e estratégias para o audiovisual brasileiro.

Imagem do filme Yvy Mbyte – em busca do centro da Terra, direção de Gildo Gomes e Araci da Silva (Foto: Eduardo Schaan/Divulgação)

Cultura e turismo 

Com sessões lotadas e intensa participação popular, o festival movimentou a economia local. Restaurantes, pousadas e o artesanato da região foram impulsionados pela presença de visitantes. A mostra reafirmou Tiradentes como destino cultural e turístico, integrando cinema, patrimônio histórico e gastronomia em uma experiência única.

Com a programação online disponível, o público ainda pode acessar gratuitamente 27 filmes e prolongar a experiência da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que abriu o calendário audiovisual de 2026 com diversidade, inovação e engajamento político.

 

 

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