Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência: como ensinar as crianças a conviverem com as diferenças desde pequenas

Imagem: Freepik

Saiba como a convivência desde os primeiros anos ajuda a construir respeito, autonomia e pertencimento

Muito antes de começar a entender conceitos como inclusão, acessibilidade ou diversidade, a criança começa a aprender sobre as diferenças por meio da convivência. É durante as brincadeiras, nas refeições e nas atividades em grupo que ela percebe que cada pessoa tem características, necessidades, ritmos e maneiras próprias de interagir com o mundo.

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado nesta segunda-feira (21), a Educação Infantil ganha espaço nessa discussão.

Para a supervisora pedagógica da Rede Fadelito de Educação Infantil, Lilian Lemos de Souza, a inclusão nessa fase é muito mais do que apenas a presença da criança com deficiência na escola. É necessário proporcionar condições para que ela participe realmente das vivências do grupo da mesma faixa-etária.

“Quando falamos em inclusão na primeira infância, falamos de pertencimento. Toda criança deve ter o direito de brincar, aprender, explorar e estabelecer vínculos. Não basta estar no mesmo ambiente, é preciso fazer parte dele”, afirma Lilian.

Na Educação Infantil, esse aprendizado acontece na prática. Durante uma brincadeira, por exemplo, o pequeno percebe que um colega pode se comunicar, movimentar-se ou realizar uma atividade de maneira diferente. “É nesse cotidiano que surgem oportunidades para aprender, respeitar o tempo do outro, conhecer limites e encontrar outras formas de interação”, diz a especialista.

O brincar, por isso, ocupa um lugar importante. A educadora defende que sejam realizadas, por exemplo, adaptações a fim de permitir a participação de todos.

Para Lilian, a convivência com a diversidade também amplia o repertório social de todas as crianças. Isso não significa atribuir à criança com deficiência a responsabilidade de ensinar os colegas sobre inclusão, mas permitir que diferentes formas de aprender, brincar e se comunicar façam parte da experiência coletiva desde cedo.

A postura dos adultos também tem peso nesse processo. “Os pequenos observam como nós lidamos com as diferenças. Quando respeitamos o tempo de cada uma, evitamos comparações e oferecemos ajuda sem retirar a autonomia, estamos ensinando inclusão por meio das nossas próprias atitudes, sendo exemplos a serem seguidos”, ressalta.

Para a educadora, o 21 de setembro também é uma oportunidade para refletir sobre a sociedade que se deseja construir. “Se queremos adultos que saibam conviver com a diversidade, esse aprendizado precisa começar na infância. Quando a inclusão faz parte do cotidiano da criança, a diferença deixa de ser tratada como exceção e passa a ser compreendida como parte da vida”, conclui.

Atitudes para ajudar seu filho a conviver melhor com as diferenças

A inclusão não precisa ser ensinada apenas em momentos específicos. Ela pode aparecer nas conversas, nas brincadeiras e na maneira como os adultos reagem às diferenças no dia a dia.

Para Lilian, que também é enfermeira e pedagoga, os primeiros anos são uma oportunidade importante para desenvolver respeito, empatia e autonomia.

Veja como:

  1. Fale sobre as diferenças com naturalidade
    Crianças percebem quando alguém é diferente delas. Em vez de mudar de assunto ou pedir que não olhem, os adultos podem acolher a curiosidade e explicar, de maneira simples e adequada à idade, que as pessoas têm características e necessidades diferentes.
  2. Evite comparações
    Cada criança tem seu próprio ritmo. Comparar irmãos, colegas ou o desenvolvimento de uma criança com o de outra pode transformar diferenças naturais em motivo de cobrança. Valorizar os avanços individuais ajuda a construir uma relação mais respeitosa consigo mesma e com os outros.
  3. Ensine a ajudar sem fazer pelo outro
    Quando uma criança percebe que alguém precisa de ajuda, o adulto pode ensiná-la perguntando: “Você quer ajuda? Se precisar de ajuda, basta pedir”. Assim, ela aprende que oferecer apoio não significa decidir pelo outro ou retirar sua autonomia.
  4. Escolha histórias e brincadeiras que apresentem diferentes formas de viver. Livros, filmes, bonecos e brincadeiras são ótimas maneiras de ampliar o repertório infantil. Personagens com diferentes características, corpos, formas de comunicação e maneiras de realizar atividades ajudam a criança a perceber a diversidade como parte da vida. “As histórias e brinquedos plurais também contribuem para que a criança com deficiência se veja representada e respeitada.” afirma Lilian.
Sobre o Fadelito

Fundado há 27 anos, o Fadelito é uma rede pioneira dedicada exclusivamente à Educação Infantil. Com 36 unidades distribuídas na capital paulista, Grande São Paulo e interior do Estado de São Paulo, a rede já contribuiu para a formação de mais de 35 mil crianças ao longo de sua trajetória e conta atualmente com cerca de 1.600 colaboradores.

Especializada no atendimento de crianças de 4 meses a 6 anos, a Fadelito possui uma metodologia própria, desenvolvida por um comitê pedagógico multidisciplinar e continuamente aprimorada a partir de estudos e novas descobertas da Educação Infantil. Entre seus programas exclusivos está o Baby Learning, projeto multidisciplinar de desenvolvimento para bebês, desenvolvido por uma equipe de especialistas nas áreas de Pediatria, Fisioterapia e Pedagogia. Elaborado exclusivamente para crianças do berçário, o programa respeita cada fase do desenvolvimento infantil, oferecendo experiências planejadas para estimular, de forma integrada, os aspectos motores e cognitivos de cada criança.

A metodologia também é enriquecida por experiências que integram o currículo, como inglês, tecnologia, judô, balé e mindfulness, ampliando as oportunidades de aprendizagem e tornando o ambiente escolar um espaço de descobertas, acolhimento e desenvolvimento.

Ao longo de sua trajetória, a Fadelito consolidou uma atuação pautada pela valorização da infância, pelo acompanhamento próximo das famílias e pelo compromisso com uma Educação Infantil de qualidade, tornando-se uma das principais redes especializadas no segmento no país.

 

 

 

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