Prefeitura de Itabira amplia projeto Mãos à Horta nas escolas

Fotos: Divulgação/
Ascom/PMI

Iniciativa chega a novas escolas e fortalece educação ambiental e nutricional na rede municipal de ensino

O projeto Mãos à Horta cresce em Itabira e passa a envolver mais escolas da rede municipal em 2026.

A iniciativa alia educação, alimentação saudável e consciência ambiental. E já mobiliza centenas de estudantes em atividades práticas de cultivo de hortas e compostagem, transformando o aprendizado em experiências educativas dentro das unidades de ensino.

O projeto é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (Semapa) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME);

Teve início em 2025 com visitas técnicas a 22 instituições. Quatro delas foram selecionadas para o projeto-piloto: Efigênia Alves Pereira, Dona Inês Torres, Pedreira do Instituto e CMEI José dos Santos Cruz.

O sucesso da primeira fase abriu caminho para a ampliação em 2026. Neste semestre, as escolas municipais Marina Bragança de Mendonça e Prefeito Virgílio Gazire passam a integrar o programa, enquanto as unidades-piloto seguem recebendo acompanhamento técnico e manutenção dos canteiros.

Iniciativa coletiva de horta e compostagem une aprendizado prático, alimentação saudável e consciência ambiental
Aprendizado prático e mudança de hábitos

O projeto Mãos à Horta não se limita ao cultivo de hortas escolares. Ele promove uma verdadeira transformação de comportamento que ultrapassa os muros da escola.

Segundo o coordenador de Gestão Ambiental da Semapa, Roberto Costa, a experiência prática desperta nos estudantes uma nova forma de compreender a relação entre resíduos e produção de alimentos.

“Quando um estudante entende, na prática, que um resíduo pode voltar para a terra e ajudar a produzir novos alimentos, ele leva esse aprendizado para a vida. É uma mudança de comportamento que começa na escola e chega às casas”, afirma.

Além de incentivar hábitos sustentáveis, o projeto aproxima os alunos de conceitos científicos fundamentais.

Ao observar o ciclo da compostagem e o reaproveitamento de resíduos orgânicos, os estudantes vivenciam na prática a Lei de Lavoisier, princípio da conservação da matéria, resumido na máxima “na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.

Essa conexão entre teoria e prática fortalece o aprendizado e amplia a consciência ambiental.

Isso porque os alunos não apenas cultivam hortaliças, mas também compreendem que cada ação cotidiana, como separar os resíduos ou reaproveitar restos de alimentos, pode gerar impacto positivo no meio ambiente e na qualidade de vida da comunidade.

Estudantes da rede municipal de Itabira aprendem na prática sobre cultivo sustentável e compostagem, em atividades que unem educação ambiental e trabalho coletivo
Educação ambiental integrada

A secretária municipal de Educação, Rejane Penna, também ressalta que o projeto fortalece a aprendizagem ao aproximar teoria e prática.

“A educação ambiental só acontece de forma efetiva porque faz parte do cotidiano escolar, com o envolvimento de professores, equipes pedagógicas e alunos.”

A Semapa mantém apoio técnico, insumos e orientações às instituições participantes.

Para as unidades que ainda não possuem espaço físico adequado, alternativas estão sendo estudadas para garantir que toda a rede municipal tenha acesso à experiência das hortas escolares.

 

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