Imunização contra a gripe é ampliada em todo o país; campanha de multivacinação segue até 30 de junho em Itabira
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Em Itabira, campanha é intensificada nas UBS e inclui atualização da caderneta vacinal
O Ministério da Saúde anunciou a ampliação da vacinação contra a influenza para toda a população acima de 6 meses de idade em todo o Brasil.
A medida ocorre após o período oficial destinado aos grupos prioritários e busca aumentar a proteção coletiva diante da circulação de vírus respiratórios, especialmente em um cenário de baixa adesão às campanhas anteriores.
Seguindo a deliberação CIB-SUS/MG nº 5.748, de 11/5/2026, a Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou nesta segunda-feira (1º) a oferta da vacina contra a gripe para todas as pessoas acima de 6 meses.
A decisão foi tomada após diversas ações de intensificação, como mobilizações, busca ativa e divulgação em canais oficiais, que ainda não alcançaram as metas de cobertura vacinal entre os grupos prioritários.
O Dia D de mobilização está marcado para 20 de junho e reforçará a importância da atualização vacinal.
Durante todo o mês, equipes das UBS avaliarão as cadernetas e aplicarão as doses necessárias conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
Onde vacinar
A vacinação contra a influenza está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.
Na Policlínica Municipal, o atendimento é voltado para maiores de 18 anos, no mesmo horário. Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identificação e cartão de vacinação.
Além da imunização contra a gripe, Itabira iniciou a Campanha de Multivacinação, que segue até 30 de junho.
A ação é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos. Tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação, ampliar coberturas e reduzir o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis.
Imunização previne doenças e salva vidas
A Secretaria Municipal de Saúde de Itabira reforça que a vacinação continua sendo uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças, evitar complicações e proteger a vida de toda a população. A imunização é um instrumento essencial de saúde pública que, ao longo da história, já foi responsável por erradicar ou controlar enfermidades graves, como a poliomielite e o sarampo, salvando milhões de vidas em todo o mundo.
Apesar dos avanços científicos e da ampla disponibilidade de vacinas, o Brasil ainda enfrenta os impactos nocivos de campanhas negacionistas que persistem em espalhar desinformação e medo. Esses discursos, sem qualquer base científica, têm contribuído para a baixa adesão às campanhas de vacinação, colocando em risco não apenas quem deixa de se vacinar, mas toda a coletividade.
A ciência comprova de forma inequívoca que as vacinas são seguras, eficazes e fundamentais para preservar vidas. Pessoas imunizadas que contraem síndromes respiratórias tendem a apresentar quadros leves, de baixa incidência, com menor necessidade de internação. Já aquelas que não se vacinam estão mais expostas a complicações graves, que podem evoluir para internações prolongadas e, em casos extremos, levar ao óbito.
Responsabilidade coletiva
Além da proteção individual, manter a vacinação em dia é um ato de responsabilidade coletiva. A baixa cobertura vacinal aumenta a circulação de vírus, pressiona os serviços de saúde e eleva o risco de surtos, comprometendo a segurança de toda a sociedade. Em contrapartida, a imunização fortalece a saúde pública, reduz a procura por atendimento hospitalar, evita a sobrecarga nos sistemas de urgência e salva vidas.
Vacinar-se é, portanto, mais do que uma escolha pessoal: é um compromisso com a vida, com a família e com a sociedade. Em tempos de circulação intensa de vírus respiratórios, a adesão às campanhas de imunização representa a diferença entre a proteção e a vulnerabilidade, entre a prevenção e a doença, entre a vida e a morte.









