Festival da Cultura Tropeira atrai mais de 8,5 mil pessoas e 1,5 mil cavaleiros em Ipoema
Fotos: Acom PMI/ FCCDA
Evento celebrou os 23 anos do Museu do Tropeiro, fortalecendo a rota do tropeirismo em Minas Gerais pela Estrada Real
O 5º Festival da Cultura Tropeira, realizado entre os dias 16 e 23 de maio, encerrou sua programação com números expressivos e uma série de atividades que reuniram cultura, gastronomia, tradição e educação.
O evento, que marcou também o 23º aniversário do Museu do Tropeiro, com cavaleiros vindos dos municípios de Santa Bárbara, Barão de Cocais e Bom Jesus do Amparo, além do próprio distrito de Ipoema, consolidando a rota do tropeirismo em Minas Gerais.
Ao longo de oito dias, o festival reuniu um público estimado em mais de 8,5 mil pessoas, entre moradores e visitantes na Roda de Viola, no dia 16, e também no dia 23, data principal da celebração.
Cavalgada

Um dos momentos mais aguardados foi a cavalgada que ligou Santa Bárbara a Ipoema, passando por Barão de Cocais e Bom Jesus do Amparo, em um trajeto de aproximadamente 53 km.
A saída ocorreu na manhã de sexta-feira (22), com café da manhã e partida das comitivas do Parque de Exposições Tiné Mota, em Bom Jesus do Amparo.
Ao todo, 1.554 cavaleiros e amazonas participaram do percurso, que chegou a Ipoema no sábado (23), sendo recebido com a distribuição do tradicional feijão tropeiro e show de Índio do Forró.
À tarde, os participantes se concentraram no Campo do Aliança para o cortejo pelas ruas do distrito, encerrando com a bênção aos cavaleiros e amazonas no Museu do Tropeiro.

Programação cultural e artística
O festival contou com sete shows ao longo da programação, sendo três na Roda de Viola e quatro no dia 23, além de apresentações artísticas como Lavadeiras de Ipoema, Estaladores de Chicote e Trovadoras.
A Roda de Viola, na praça Augusto Guerra, teve abertura com o Ritual do Fogo e shows de Bruno e Lucas e Rondinele Viola e Glauciano.
Já no sábado (23), o campo do Aliança recebeu o Buteco Raiz, com apresentações de Wesley Dutra, Miguel Oliveira, Senny Fernandes e Diego Gonçalves, seguidos dos shows de Vitor e Guilherme e Thiago Coelho.
Na sexta-feira (22), a abertura oficial em Santa Bárbara, na praça Cleves de Faria, trouxe a Mostra Cultural Viola Viva e bênção aos cavaleiros.
À noite, em Bom Jesus do Amparo, houve a Noite de Homenagens e show de Gilvan Linhares.
O festival movimentou ainda 30 barraqueiros e sete food trucks ao longo dos dias de evento, sendo sete barraqueiros na Roda de Viola e 16 barraqueiros e sete food trucks no sábado (23).

Oficinas e formação
A programação incluiu três oficinas, com 105 participantes.
A oficina Coquetelaria para Iniciantes (19/5), ministrada por Artur Enrique Duarte Leite Sá em parceria com a Cachaçaria Mineiriana, reuniu 31 participantes e apresentou técnicas de preparo de drinks, com degustação de caipirinha, Moscow Mule, Fitzgerald e drinks de gim e manga com maracujá.
A oficina de gastronomia (21/5), na Pousada Rural Vista do Limoeiro, contou com 20 participantes e foi ministrada por Amanda Couto Zan e Mauro Zan. O foco foi a valorização da culinária mineira e da cultura tropeira, com preparo e degustação de bacon defumado caseiro, bolinho de canjiquinha com queijo, arroz cremoso de suã desfiada e queijadinha de fubá com erva-doce.
Nos dias 19 e 21/5, o Museu do Tropeiro recebeu a oficina educativa Arte e Convivência, com 54 alunos das escolas Nonato Azevedo, Maria Elias e Manuel Tomás. A atividade envolveu pintura com o tema do tropeirismo, construção de um Mural Coletivo da Paz, distribuição de livro de figurinhas com pontos turísticos da cidade e visita guiada ao museu.









