Pau-brasil: o tesouro nacional cobiçado pela indústria da música clássica
Fotos: Natalia Alana/ Agência Pública
Essencial a produção de arcos de violino no mundo, madeira exclusivamente brasileira está ameaçada de extinção
Por Augusta Lunardi, Giacomo Zandonini
Edição: Thiago Domenici
Agência Pública – No início de julho de 2025, o eco da voz de Daniel Neves na sala quase vazia da Sala São Paulo, casa da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), era um prenúncio da dissonância que se instalara nos bastidores da indústria da música clássica mundial. A “reunião de emergência”, convocada às pressas pela Fundação Osesp e a Aposesp (a Associação de Profissionais da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), não tratava de uma nova sinfonia, mas de um impasse que ameaçava o futuro da música clássica e do pau-brasil, árvore hoje ameaçada de extinção e que deu nome a um país, sustentando, por séculos, grande parte da economia colonial europeia.
Neves, que preside a Associação Nacional da Indústria da Música (Anafima), a maior entidade da indústria musical do país, recorreu a uma analogia perturbadora durante o encontro na Sala São Paulo: “Seria justo condenar todos os brasileiros por algo que apenas alguns fizeram? […] É como se acontecesse um estupro lá fora e todos os homens aqui fossem condenados só porque têm a ferramenta para isso. Não é justo, né, gente”?

A comparação inadequada se refere a uma disputa mundial que, a partir desta quarta-feira, 26, será travada em Samarcanda, no Uzbequistão, durante a CoP20 da CITES, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção, um tratado respaldado pela ONU do qual o Brasil é signatário desde 1975. O encontro, que ocorre de três em três anos, discutirá as regras para o comércio global de espécies silvestres, com o objetivo de reforçar a proteção de animais e plantas ameaçadas — caso do pau-brasil — e definir parâmetros de exploração sustentável.
Por que isso importa?
- Nos últimos meses, a Agência Pública investigou esse lucrativo e nebuloso mercado — analisou milhares de páginas de documentos, ouviu especialistas e conversou presencialmente com personagens-chave dessa disputa sobre o pau-brasil em diferentes continentes. Nesta primeira reportagem, revelamos os interesses de lobistas e de grupos da indústria de fabricantes de arcos que embarcaram discretamente para o Uzbequistão, na tentativa de influenciar a proposta brasileira de tornar o controle sobre o comércio do pau-brasil ainda mais rígido — e os poderosos interesses por trás deles.
Na CoP20 da CITES, o governo brasileiro vai propor uma ação ousada: elevar ao nível máximo a proteção do pau-brasil. O que pouca gente sabe sobre essa árvore-símbolo, é que sua matéria-prima é essencial para a fabricação de um dos objetos mais preciosos do setor musical: o arco utilizado para tocar violinos, violas, violoncelos e contrabaixos pelo mundo. O que para o governo é uma questão de soberania ambiental e preservação de um patrimônio histórico, para a indústria mundial de arcos, um mercado lucrativo e pouco transparente, é uma ameaça direta aos seus negócios.
Se aprovada a mudança, o pau-brasil passaria a constar no Anexo I da CITES, uma espécie de lista reservada às espécies mais ameaçadas do planeta e cujo comércio só é permitido em circunstâncias excepcionais — onde figuram baleias, leopardos, marfim de elefante, orquídeas raras, cactos, sequoias e dezenas de outras. O que poderia soar como uma simples reclassificação burocrática é, na prática, uma disputa que expõe o desconfortável cruzamento entre política ambiental, interesses comerciais e patrimônio cultural.
A cada reunião da CITES, para alterar esses anexos, os países-membros apresentam propostas baseadas em critérios biológicos e comerciais. As sugestões são debatidas e, em seguida, levadas à votação. O que está em jogo na mudança, afirmam alguns dos principais atores envolvidos consultados pela reportagem, é nada menos que o futuro da música clássica.

Endurecimento das regras de exportação
Para entender o imbróglio atual, é preciso voltar a 2007, quando o Ibama conseguiu incluir a espécie no Anexo II da CITES. Isso quer dizer que o comércio internacional de toras e de varetas (que mais tarde seriam transformadas em arcos) da Paubrasilia echinata, o pau-brasil, só seria autorizado se o exportador comprovasse ao Ibama que seus estoques de madeira haviam sido cortados antes daquele ano. A regra passou a valer para todos os archetiers do mundo — como são conhecidos os fabricantes de arcos —, mas, como o pau-brasil cresce exclusivamente no Brasil, os controles recaíram sobretudo sobre exportadores brasileiros.
Além disso, se a madeira extraída fosse proveniente de plantações comerciais (e não de mata nativa), também poderia sair do país. O problema, segundo o Ibama, é que não existe no Brasil uma única plantação de pau-brasil registrada no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), plataforma que rastreia a procedência de madeira, carvão e outros produtos florestais. Também há uma controvérsia entre pesquisadores sobre a qualidade da madeira plantada.
Para uns, ela serve. Para outros, não possui as mesmas características biológicas de uma árvore nativa, essenciais para confecção de arcos de violino. As árvores da maioria destas plantações comerciais são excessivamente ramificadas, com nós e deformações que inviabilizam a fabricação de arcos. Além disso, o próprio Ibama já identificou fraudes em registros de plantios usados para encobrir madeira retirada de áreas nativas.


Operação Dó Ré Mi abriu a caixa de pandora
Por um tempo, o sistema parecia funcionar perfeitamente, e a indústria brasileira de arcos aparentava operar dentro da legalidade. Mas a situação mudou em 2018, quando o Ibama deflagrou a Operação Dó Ré Mi, conduzindo fiscalizações coordenadas contra archetiers, comerciantes, intermediários e fornecedores de madeira ilegal, principalmente na Bahia e no Espírito Santo. A investigação revelou irregularidades disseminadas no comércio de pau-brasil, abrindo o que os investigadores descreveram como “uma verdadeira caixa de Pandora” de extração clandestina de madeira e fraude documental.
Com o avanço das evidências, o Ibama acionou a Polícia Federal (PF), o que resultou em sanções pesadas e em processos criminais contra 41 pessoas. As operações Ibirapitanga I e II, deflagradas em 2020 pelos dois órgãos, permitiram mapear a rede envolvida na extração, no transporte e no comércio ilegais de pau-brasil, no Brasil e no exterior. Segundo o Ministério Público Federal do Espírito Santo, foram apreendidos mais de 233 mil varetas e arcos prontos, 321 toretes de pau-brasil e instaurados cinco processos judiciais. O valor de mercado do material confiscado ultrapassou milhões de reais. Até a publicação desta reportagem, nenhum desses processos havia sido concluído.
Como nenhuma empresa da indústria brasileira de arcos conseguiu comprovar a origem do pau-brasil utilizado, as exportações brasileiras permanecem paralisadas até hoje.
Felipe Guimarães, analista ambiental do Ibama e biólogo mestre em anatomia de madeira que há sete anos rastreia toda a cadeia do comércio ilegal do pau-brasil — trabalho que se tornou tema de sua pesquisa de mestrado na Universidad Internacional de Andalucía —, encabeçou as ações das Operações Dó Ré Mi e Ibirapitanga I e II. Guimarães evita classificar o esquema como criminoso, alegando as limitações impostas por sua função pública. “Formalmente, só podemos dizer que esses indivíduos agiram em conluio, porque o Ibama só pode aplicar sanções administrativas”, explicou. “Na minha visão, porém, trata-se de uma organização criminosa que atua de forma deliberada, com uma hierarquia e papéis claramente definidos.”
Após a descoberta desses esquemas, o Ibama e o governo federal passaram a pressionar pela inclusão do pau-brasil no Anexo I da CITES. Nessa pauta, encontrou um aliado improvável: a própria Anafima, representada por Neves, e alguns dos mesmos archetiers que haviam sido multados em milhões de reais e que enfrentaram processos criminais. Trata-se do único ponto em que todas as peças deste complexo tabuleiro parecem estar de acordo no Brasil. Na prática, essa mudança imporia controles muito mais rigorosos a fabricantes e músicos em todo o mundo — hoje, essas restrições recaem apenas sobre as partes brasileiras.
Embora, à primeira vista, esteja alinhado ao Ibama, o grupo de Neves miraria outro objetivo: garantir a continuidade do uso comercial do pau-brasil e preservar a indústria de arcos. Neves afirmou à Pública que “o problema real não está no Brasil, mas no mercado internacional, onde brechas de controle permitem a circulação de madeira com documentação irregular”.
A mudança de posição da Anafima, reforça Claudia Mello, analista ambiental e coordenadora do Grupo de Trabalho (GT) Pau-Brasil do Ibama, se dá pela percepção de que arcar com todo o peso das regras não era bom negócio. “Eles viraram a favor do Anexo I por esses motivos”, explica.
Nos bastidores, Neves tornou-se o rosto de um novo bloco de poder que emergiu em 2024, apoiado por dois dos archetiers mais conhecidos do país: Marco Raposo — dono da Arcos Marco Raposo e da Raposo Bows, com sede nos Estados Unidos — e Júlio Batista, proprietário da J.B. Atelier e da Souza Bows, também nos Estados Unidos. Ambos foram alvos das operações Do Ré Mi e Ibirapitanga I e II.
Em 2022, Raposo teve mais de 4 mil varetas de pau-brasil apreendidas. Ele já havia sido barrado em aeroportos duas vezes anteriormente, ao tentar transportar ilegalmente varetas e arcos acabados para a Inglaterra e França.
Confirmando-se a mudança para o Anexo I, passa a ser necessária a apresentação de documentos emitidos pela CITES que comprovem a origem florestal da madeira como condição para autorizar a comercialização de qualquer produto derivado da árvore — incluindo arcos prontos —, além da necessidade de autorizações alfandegárias para viagens internacionais de músicos que desejem transportar arcos feitos de pau-brasil.
Para Claudia Mello, do Ibama, esse é, justamente, um dos pontos mais controversos na proteção da espécie desde 2007. “Há um lobby muito forte da União Europeia e dos Estados Unidos contra o controle da comercialização dos arcos”, afirma. “Eles têm estoques enormes de pau-brasil há décadas e exportam muitos arcos por ano. É uma madeira que é nossa, saiu do Brasil, mas esses países não querem ter o incômodo de fiscalizar ou emitir documentos comprovando a origem legal dessas árvores.”


Lobby internacional contrário à mudança
Uma tentativa anterior de inclusão no Anexo I, apresentada na CoP de 2022, havia fracassado. A credibilidade ambiental do Brasil sob Jair Bolsonaro estava abalada, e associações de músicos e luthiers — artesãos que fabricam instrumentos musicais — nos Estados Unidos e na Europa convenceram seus governos de que essa inclusão causaria danos incalculáveis à indústria centenária do arco — e, consequentemente, à música clássica.
Com processos criminais ainda em andamento e novas apreensões registradas até 2024, o Ibama manteve a pressão pela mudança. Em junho deste ano, o órgão enviou uma nova rodada de documentos à CITES defendendo a inclusão do pau-brasil no Anexo I, consolidando anos de combate ao tráfico e detalhando por que grande parte das plantações existentes não atende aos critérios mínimos de sustentabilidade.

Do outro lado da disputa está uma coalizão de organizações de archetiers e músicos europeus e norte-americanos, que alegam que os novos controles trariam custos e entraves burocráticos inviáveis para o setor.
Na linha de frente está a International Pernambuco Conservation Initiative (IPCI), grupo transnacional criado em 1999. Os Estados Unidos também contam com a International Alliance of Violin and Bow Makers for Endangered Species, fundada em 2018. Essa rede tem o respaldo de alguns dos maiores nomes da indústria musical. No Uzbequistão, porém, o setor deve revelar suas próprias fissuras internas.
Esta investigação teve apoio do Journalismfund Europe.
Reportagem originalmente publicada na Agência Pública
Nota de esclarecimento
Após a publicação desta reportagem, recebemos o seguinte pedido de esclarecimento e posicionamento do preresidente da ANAFIMA — Associação Nacional da Indústria da Música:
Prezado Carlos Cruz, prezada equipe da Vila de Utopia,
Escrevo em nome próprio e na qualidade de presidente da ANAFIMA — Associação Nacional da Indústria da Música — a respeito da reportagem “Pau-brasil: o tesouro nacional cobiçado pela indústria da música clássica”, publicada pela Vila de Utopia em 27 de novembro de 2025 a partir de conteúdo da Agência Pública.
Faço este contato com respeito ao trabalho jornalístico e à independência editorial do veículo. Não se trata de contestar a apuração ou o direito à crítica, mas de solicitar um esclarecimento factual específico e a revisão de formulações que podem transmitir ao leitor uma relação institucional que não existe.
1. Júlio Batista / J.B. Atelier não integra a ANAFIMA
Júlio Batista e sua empresa, identificada na reportagem como J.B. Atelier, não integram o quadro associativo da ANAFIMA e não são representados institucionalmente pela entidade.
O texto reproduz formulações como “grupo de Neves”, “novo bloco de poder” e “coalizão representada por Neves” em conexão direta com Júlio Batista. Embora não afirme literalmente que ele seja associado da ANAFIMA, essa construção pode levar o leitor a inferir um vínculo institucional inexistente.
Solicito, portanto, que a publicação seja atualizada para deixar expressamente claro que Júlio Batista e a J.B. Atelier não são associados da ANAFIMA e não são por ela representados institucionalmente.
2. Reunião realizada na Sala São Paulo
A versão publicada pela Vila de Utopia preserva corretamente a informação de que a reunião foi convocada pela Fundação Osesp e pela Aposesp. Registro, ainda assim, que nem eu nem a ANAFIMA convocamos ou organizamos aquele encontro. A ANAFIMA foi convidada pela Fundação Osesp, e eu participei na condição de presidente e representante da entidade.
Segundo nosso registro, esse fato também foi esclarecido à época pelo então Diretor Executivo da Fundação Osesp, Marcelo Lopes, ao repórter Giacomo Zandonini.
O esclarecimento é relevante porque outras republicações da mesma matéria modificaram esse trecho e passaram a atribuir a convocação a mim, o que não corresponde aos fatos nem à reportagem original.
3. Qualificações editoriais da analogia
A publicação também reproduz, na voz narrativa, as expressões “analogia perturbadora” e “comparação inadequada”.
Não questiono o direito de fontes ou do veículo de criticar a analogia que utilizei. O ponto é de atribuição. Caso essas qualificações decorram da avaliação de uma fonte, peço que sejam atribuídas a quem as formulou. Caso constituam avaliação editorial, solicito que seja considerada uma redação factual, preservando a declaração e seu contexto sem incorporar o juízo de valor como descrição objetiva do episódio.
Peço, por gentileza, confirmação do recebimento e retorno indicando se a publicação será atualizada. Caso algum dos pontos seja mantido, agradeço se puderem informar a base factual ou documental correspondente.
Estou inteiramente à disposição, pessoalmente e pela ANAFIMA, para encaminhar cadastro associativo, documentos, esclarecimentos adicionais ou conversar diretamente com a redação sobre o que for necessário. Meu objetivo é contribuir para que o registro público seja preciso e transparente.
Agradeço a atenção e fico no aguardo de uma resposta.
Atenciosamente,
Daniel Neves
Presidente da ANAFIMA — Associação Nacional da Indústria da Música www.anafima.com.br
Prezado Carlos Cruz, prezada equipe da Vila de Utopia,
Complementando a mensagem anterior, e para que o pedido possa ser examinado diretamente a partir de registros públicos verificáveis, seguem as principais fontes documentais sobre a posição da ANAFIMA e de Daniel Neves em relação à proteção do pau-brasil:
- THE STRAD — 18/04/2024
Artigo assinado por Daniel Neves, como presidente da ANAFIMA, tornando pública internacionalmente a posição revista da entidade. O texto afirma que, se a ilegalidade persistisse, a diretoria da ANAFIMA estava preparada para apoiar a inclusão do pau-brasil no Apêndice I da CITES — categoria de proteção máxima.
https://www.thestrad.com/lutherie/the-pernambuco-wood-dilemma-a-call-for-global-responsibility-and-unity/17902.article - FOLHA DE S.PAULO — 09/05/2025
A Folha registra a proposta brasileira de Apêndice I e reunião entre IBAMA, Itamaraty, Ministério do Meio Ambiente e ANAFIMA para definição da estratégia brasileira. Registra também Daniel Neves defendendo reflorestamento, pesquisa e uso sustentável controlado de árvores plantadas.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2025/05/governo-tentara-barrar-comercio-global-de-arcos-de-violino-de-pau-brasil.shtml - CARTA DE VITÓRIA / CRBio-07 — 25/11/2024
Documento público de apoio ao Apêndice I, com certificação, rastreabilidade e medidas rigorosas contra fraude para eventual material de plantios. Daniel Neves, Presidente da ANAFIMA, consta nominalmente entre os signatários, ao lado de Fundação SOS Mata Atlântica, Nilto Tatto, Julie Messias e representantes acadêmicos, ambientais e do setor musical.
https://crbio07.gov.br/noticias/carta-de-vitoria-apoia-a-inclusao-do-pau-brasil-no-apendice-i-da-cites/ - A PRÓPRIA AGÊNCIA PÚBLICA — 26/08/2026
A investigação registra que Daniel Neves se revelou “um dos principais defensores da inclusão do pau-brasil no Apêndice I da CITES — a lista das espécies com proteção máxima” e registra sua participação em grupo de trabalho sobre o pau-brasil criado pela CONABIO, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
https://apublica.org/2026/08/do-brasil-a-italia-como-funciona-o-lobby-pelo-pau-brasil/ - OCCRP — investigação internacional anterior
O OCCRP registrou Daniel Neves defendendo maior fiscalização do comércio ilegal de pau-brasil.
https://www.occrp.org/en/feature/criminal-gangs-are-logging-the-worlds-last-brazilwood-trees-to-make-violin-bows - IBAMA — CITES
A página oficial do IBAMA registra que a CITES existe para impedir que o comércio internacional ameace espécies e atribui responsabilidade comum a países produtores e consumidores.
https://www.gov.br/ibama/pt-br/assuntos/biodiversidade/cites-e-comercio-exterior/convencao-sobre-comercio-internacional-das-especies-da-flora-e-fauna-selvagens-em-perigo-de-extincao-cites
Além dessas fontes públicas, a ANAFIMA e Daniel Neves integram formalmente o GT Pau-Brasil da Comissão Nacional da Biodiversidade (CONABIO/MMA). O convite oficial para a 1ª Reunião Ordinária do GT foi expedido pela própria CONABIO em 04/09/2026, no âmbito do Processo nº 02000.012318/2025-25, e está disponível para conferência.
Esses registros não retiram do veículo qualquer liberdade crítica ou editorial. Servem, porém, para demonstrar documentalmente que a atuação institucional da ANAFIMA não se orientou à liberação de madeira ilegal ou ao enfraquecimento da proteção da espécie. O histórico público mostra defesa do Apêndice I, combate à ilegalidade, rastreabilidade rigorosa e eventual uso apenas de material de plantio comprovado e sujeito às regras da CITES.
Agradecemos novamente a publicação do esclarecimento já incorporado pela Vila de Utopia. Encaminhamos estas referências apenas para completar documentalmente o registro e apoiar a atualização factual solicitada.
Estão em cópia os autores da investigação, a Redação e o editor da Agência Pública.
Atenciosamente,
ANAFIMA — Associação Nacional da Indústria da Música
Daniel Neves
Presidente
www.anafima.com.br











