Seminário em Itabira discute acolhimento infantil e reforça papel da sociedade na proteção infantil

Fotos: Filipe Augusto/
Ascom PMI

Promotor de Justiça propõe reflexão sobre convivência familiar e destaca o afeto como base do cuidado

“Crianças que sofreram violência ou negligência precisam de um vínculo singular, de um colo. A construção de uma sociedade mais justa começa
quando cuidamos da infância, o serviço de Acolhimento Familiar representa solidariedade”, salientou o promotor de Justiça Renato Ângelo Salvador Ferreira, em sua palestra no  1º Seminário de Acolhimento Familiar de Itabira, realizado na quinta-feira (13), no auditório da Unifuncesi.

A palestra teve como tema o Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária, quando o representante do Ministério Público destacou o acolhimento como expressão prática da solidariedade prevista na Constituição Federal.

O promotor exibiu vídeos que ilustram o impacto do acolhimento familiar na vida de crianças e adolescentes. Em um desses vídeos, uma frase dita por uma jovem acolhida em Goiás emocionou os presentes. “O ruim é quando a gente não sorri”, disse ela.

Para Renato Ângelo, o serviço de acolhimento familiar é um instrumento de justiça social que exige o engajamento coletivo. “A construção de uma sociedade mais justa começa quando cuidamos da infância”, reforçou.

“A construção de uma sociedade mais justa começa quando cuidamos da infância”, reforça o promotor Renato Ferreira

Reflexão e compromisso coletivo

Promovido pela Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), o seminário reuniu profissionais da rede de proteção, autoridades e representantes da sociedade civil.

O objetivo foi fortalecer o acolhimento familiar como medida prioritária. O seminário foi um convite à reflexão: o que cada cidadão pode fazer para garantir o direito à convivência familiar e comunitária?

Experiências que inspiram

O prefeito Marco Antônio Lage (PSB) participou da cerimônia e compartilhou uma vivência pessoal de acolhimento, destacando o papel da comunidade na efetivação das políticas públicas. “Nenhuma política pública acontece sozinha. É preciso envolver a comunidade, despertar o senso de solidariedade e mostrar que acolher é transformar vidas”, afirmou.

A secretária de Assistência Social, Nélia Cunha, também reforçou o compromisso do município com a proteção da infância. “O acolhimento familiar precisa ser uma construção coletiva. Cada profissional, cada família e cada gesto de solidariedade fazem parte dessa rede de cuidado”, disse.

A programação seguiu com a palestra da assistente social Vanessa Sá, coordenadora do serviço de acolhimento em Belo Horizonte. Ela abordou os impactos do acolhimento na vida da criança, da família acolhedora e da família de origem.

“Acolher não é sobre ter a melhor casa, é sobre oferecer o melhor colo. As crianças chegam fragilizadas, com medo. O que mais precisam é de afeto, de segurança”, destacou.

Vanessa Sá, coordenadora do serviço de acolhimento em Belo Horizonte: “As crianças chegam fragilizadas, com medo. O que mais precisam é de afeto, de segurança.”
Vozes que acolhem

Um dos momentos mais emocionantes do seminário foi o relato de Kelly Cristina, integrante do serviço Família Acolhedora.

Ela compartilhou os desafios e as alegrias do processo de acolhimento, reforçando a importância do apoio da rede e do compromisso coletivo.

Ao final do evento, os participantes participaram de um momento de diálogo, com trocas de experiências e propostas para o fortalecimento da política de acolhimento familiar em Itabira.

Kelly Cristina, integrante do serviço Família Acolhedora, compartilhou os desafios e as alegrias do processo de acolhimento
Como se tornar uma família acolhedora

O serviço Família Acolhedora está aberto a pessoas ou famílias residentes em Itabira, com idade acima de 18 anos. Os interessados devem procurar a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), onde passarão por entrevistas, visitas domiciliares e capacitação técnica.

Entre os critérios para inscrição estão ter disponibilidade emocional e tempo para cuidar da criança ou adolescente, além de não estar inscrito nos cadastros de adoção e não possuir antecedentes criminais.

As famílias habilitadas recebem acompanhamento constante e apoio financeiro para auxiliar nos custos do acolhimento.

Serviço

Família Acolhedora

O interessado em participar do serviço de acolhimento deve procurar a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS)

Avenida Carlos de Paula Andrade, nº 135, Centro – Itabira

Telefone: (31) 3839-2812

 

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